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sábado, 16 de fevereiro de 2013

O POVO DE DEUS É DIFERENTE DO POVO DO MUNDO. A CONDUTA DO CRENTE NO MUNDO


Efésios 4:1 – 6:24 

4:1-16 – Uma caminhada digna – Deus sempre une doutrina com prática, ensinamentos e os resultado práticos dos ensinamentos. Em Ef.1-3 ele nos falou das riquezas da Sua graça e das riquezas da Sua glória por meio de Jesus Cristo. Agora ele nos exorta a vivermos de maneira digna neste mundo. Através da Unidade do Espírito, Deus realizou uma unidade maravilhosa que os crentes têm a responsabilidade de manter na experiência.

v.1 – A vida cristã não é comparada aqui ao ato de correr ou ficar parado, mas ao ato de andar. A expressão “andeis como é digno” significa que a vida do cristão deve condizer com a excelência do chamado que ele recebeu de Cristo.

v.2 – Humildade e mansidão, com longanimidade.  Essas são as virtudes divinas que Jesus demonstrou (Fp.2:5-8). Elas não são virtudes inatas (que nasce com o indivíduo) ao homem, mas devem ser cultivadas pelo Espírito de Deus em nós ao cooperarmos com Ele sendo altruísta (sentimento de quem põe o interesse alheio acima do seu próprio). Mas somente o Espírito pode fortalecer-nos para que tratemos as pessoas como superiores a nós (Fp.2:3)
Suportando-vos aproxima-se de nossa expressão tolerar, o uso que Paulo faz do verbo também tem conotações positivas. Assinala que devemos ter paciência com os outros e dar-lhes suporte. Muitas vezes, pedimos que Deus seja paciente para conosco e com nossas falhas. Não obstante, (apesar disso, contudo) nós mesmos não exercemos o mesmo tipo de paciência. Não deve ser assim.

v.3 – A unidade do Espírito. Todos os cristãos são um no Espírito. É nosso dever guardar ou observar essa unidade, reconhecendo que ela existe e colocando-a em prática ao abandonar o sectarismo (espírito de seita, intransigência, intolerância). (Jo17:20-26) Procurando implica fazer todo o esforço, empenhar-nos, para manter a unidade do Espírito.

v.4 – A expressão há um só corpo significa que a Igreja é um organismo vivo composto por membros vivos (os santos que foram comprados com o sangue de Jesus, nasceram de novo e creem na Bíblia). Esse corpo espiritual tem uma Cabeça, Cristo, e muitos membros, os cristãos (ICo 12:1,13). Quando Paulo afirma que há um só Espírito, refere-se ao Espírito Santo, que é a vida e o fôlego desse Corpo, o Agente da regeneração de cada cristão, e que agora mantém uma conexão vital entre cada um desses membros e os demais, e entre estes e Cristo.

A expressão uma só esperança da vossa vocação revela que essa realidade suprema e gloriosa é para judeus e gentios.

v.5 – Um só batismo pode referir-se ao batismo com o Espírito, que insere todos os cristãos no Corpo de Cristo, a Igreja (ICo 12:13). Também pode referir-se ao batismo em águas, o sinal externo de que a pessoa deseja ingressar-se espiritualmente no Corpo de Cristo. Naquela época, o batismo público claramente identificava o indivíduo como um cristão.

v.6 – Quando Paulo diz um só Deus e Pai de todos, esclarece que há apenas um Deus para todos os povos, e não um Deus diferente para cada nação. O qual é sobre todos fala da transcendência de Deus e do poder soberano que ele não divide com ninguém.  E por todos fala da imanência de Deus, de Sua ação dominante. E em todos fala de Sua presença dentro dos cristãos, Seu relacionamento pessoal. O único Deus reina sobre todos, opera por meio de todos e habita em todos.

v.7 – Mas a graça foi dada a cada um de nós segundo a medida do dom de Cristo. Como Pedro (IPe 4.10), Paulo ensinou que todos os cristãos recebem dons espirituais pelo favor imerecido, a graça de Deus. Os dons são dados de forma soberana por Cristo para edificar Sua Igreja (ICo 12.11). Portanto, o Corpo de Cristo deve manter-se em sintonia com a Cabeça e edificar um ao outro, para que todos possam cumprir a missão que lhes foi proposta por Deus no Corpo, e suas boas obras atestem ao mundo sobre a nova criação e redundem em glória para Deus. (ICo 12.7).

v. 8 – Subindo ao alto, levou cativo o cativeiro e deu dons aos homens. Aqui, Paulo cita o Salmo 68.18 para descrever o Messias subindo ao alto, levou cativo o cativeiro, triunfante sobre Satanás e suas hostes, e distribuindo dons espirituais ao Seu povo. O uso fiel de nossos dons na terra determinará a posição que ocuparemos no Reino messiânico de Cristo.

v.9 – para muitas pessoas, esta descida se refere à ida de Jesus ao Hades (literalmente, o lugar abaixo de, o reino dos mortos), após Sua crucificação e morte, a fim de conduzir os santos que lá estavam ao Paraíso, ao ressuscitar. A expressão as partes mais baixas da terra também poderia ser traduzida como as partes mais baixas, a terra, de modo referir-se à vinda de Cristo ao nosso humilde mundo, como homem. Esse é o significado mais provável aqui (Fp. 2:5-8).

v.10 _ Aquele que se humilhou como Servo humilde e sofredor é o mesmo que subiu acima de todos os céus em supremacia universal (Fp 2.9-11; Cl.1.18).

v.11 – Apóstolos, com o sentido de emissários, ou embaixadores, seu sentido mais estrito, refere-se aqueles que viram o Cristo ressurreto, realizaram milagres e foram especialmente escolhidos por Ele para anunciar as boas-novas a todos como testemunhas oculares de Jesus e “plantadores” de igrejas. Nesse sentido mais especifico, não existem apóstolos hoje (existe apenas ministério apostólico).
Profetas são aqueles que entregaram revelações diretas de Deus (ICo 14), prenunciando as ações do Senhor e reforçando o que Ele já havia dito nas Escrituras.
Evangelistas são os pregadores do evangelho que evangelizaram e evangelizam pessoas, cooperando com o Senhor para que elas creiam e tornem-se membros do Corpo de Cristo (Ef.2.8,9). Os evangelistas também podem ensinar outros cristãos a compartilharem sua fé de forma eficaz.
Pastores fazem pela Igreja tudo o que um pastor no sentido da palavra faz pelas ovelhas: alimentam, amparam, cuidam e protegem contra os inimigos. Não cabe necessariamente ao pastor ganhar ovelhas, mas, sobretudo, cuidar delas para que sejam fortalecidas, fiquem saudáveis, e seu rebanho cresça.
Doutores. São os ministros (mestres) que recebem dons especiais para ensinar aos membros do Corpo de Cristo. [A cada um desses dons ministeriais estão listados em I Coríntios 12.].

vv.12,13 – Três etapas de crescimento são apresentadas aqui: líderes instruídos são responsáveis pelo aperfeiçoamento dos santos; estes, estando bem preparados, fazem a obra do ministério e, consequentemente, o corpo de Cristo é edificado. O objetivo final é a maturidade cristã, a verdade e o amor.

v.14 – os meninos são ingênuos, vulneráveis e tornam-se vítimas fáceis. A Igreja precisa trabalhar com diligencia no sentido de conduzir à maturidade os que são crianças em Cristo (IPe 2.2).

v.15 – A expressão seguindo a verdade em caridade sugere que tudo o que os cristãos dizem ou fazem deve ser honesto e verdadeiro e dito ou feito com amor.

v.16 – O uso da metáfora do Corpo aqui para apresentar a mesma verdade expressa pelo termo edifício, Ef.2:21.
Todas a juntas de cada parte desse corpo são essenciais para seu pleno crescimento, nenhuma de suas partes é insignificante (ICo 12.14-27). Pode-se dizer que tudo que fortalece os cristãos e a Igreja é para sua edificação.

vv.17-19 – Aqueles que andam na vaidade do seu sentido (v.17), a ponto de terem perdido todo o sentimento, estão entenebrecidos no entendimento, separados da vida de Deus, tendo um coração endurecido devido a anos de pecado, imoralidade e devassidão.

vv.20,21 – Pressupõe-se que, ao usar a expressão se é que (em se é que tendes ouvido e nele fostes ensinados), Paulo não estava pondo em dúvida a experiência cristã daqueles a quem falava.

vv.22-24 – Paulo comparou a vida cristã ao ato de despir-se das vestes sujas de um passado marcado pelo pecado e vestir-se com as vestes da justiça de Cristo, que são brancas como a neve.

v.25 – citando Zacarias 8.16, Paulo pede que os cristãos falem a verdade uns aos outros, porque todos eles estão unidos em Cristo. Em Provérbios 6.17, a língua mentirosa é indicada como uma das seis coisas que Deus odeia.

v.26 – Paulo usa um texto do Salmo 4.4 para indicar que sentir ira não é pecado (e sim, dar lugar a ela, agindo motivado por ela, ainda que esta motivação esteja oculta, recalcada, com o passar do tempo). Não devemos permitir que a ira envenene nosso espírito ou persista por muito tempo (Mc.11.25). Os cristãos podem sentir uma “ira Justa” ante a injustiça e o pecado, mas nunca devem deixar-se dominar e levar pela ira.  Em vez disso, devem procurar oportunidade para expressar o amor de Cristo a todos.

v. 27 – Não deis lugar ao diabo. Satanás espera a oportunidade para dar o primeiro passo em nossa direção. O verbo, no imperativo presente, em grego significa não tenha o hábito de dar lugar a Satanás. A ira descontrolada é uma brecha pela qual o inimigo de nossa alma entra em nosso coração com o intuito de destruir e corromper o Corpo. Ele só pode atingir quando encontra um lugar na vida de alguém para fazer sua obra maligna.

v.28 – A frase trabalhe, para que tenha o que repartir com o que tiver necessidade significa que, em vez de tomar o que é de outra pessoa, o cristão deve ganhar o suficiente para dividir parte de seus ganhos com os necessitados. Não se trata de um simples chamado para que o indivíduo deixe de roubar ou ser ganancioso, mas, sim, para que ele seja generoso e tenha uma verdadeira mudança de atitude.
v.29 – Os padrões para o modo de falar do cristão são extremamente altos. Ele não deve emitir nenhuma palavra torpe, pois até por meio de sua fala o cristão deve representar Cristo, expressando bondade, brandura, paciência e cordialidade.

v.30 -  Nunca devemos repelir, ignorar ou rejeitar o Espírito Santo de Deus. Se nos lembrarmos que Aquele que vive em nós é o próprio Espírito de Deus, sermos muito mais seletivos quanto ao que pensamos, lemos, vemos, dizemos e fazemos. Observe que Paulo reconhece que os maus pensamentos e ações são tentações viáveis até para os que são selados pelo Espírito Santo.

vv.31,32 – A antiga vida é fruto de um coração hostil que sente amargura, segue seu próprio caminho, prefere blasfêmias e deseja o mal aos outros. Como deixar de lado todo amargura? Deixando que Deus encha nosso coração com Seu amor perfeito. A nova vida nos leva a ser benignos, manifesta-se em atos de bondade e capacita-nos a perdoar as ofensas cometidas pelos outros.

Forte abraço. Que Deus continue iluminando o seu caminho e ministério.