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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

A DISPENSAÇÃO DA GRAÇA E A COMUNHÃO DO MISTÉRIO DA IGREJA MOSTRAM A QUALIDADE DO CORPO DE CRISTO.

 Efésios 3:1- 21


v.1 – Por esta causa. Refere-se a toda declaração precedente. Eu, Paulo. A repetição que o escritor faz do seu nome prova a seriedade e a importância que ele imputa àquilo que está para escrever. O prisioneiro de Jesus Cristo. É claro que Paulo era um prisioneiro de Cristo no sentido de que ele fora capturado por Cristo, mas esse não é o principal pensamento aqui. Ele era um prisioneiro em Roma quando escrevia, e foi o amor a Cristo que era prisioneiro. Por amor de vós gentios. Paulo foi especificamente o apóstolo dos gentios por ordem do Senhor Jesus Rm.15:16.

v.2 – Da dispensação da graça de Deus. A palavra dispensação significa mordomia e ou administração. A mensagem da graça foi um depósito sagrado entregue a Paulo, a fim de que ele pudesse revelá-la aos gentios. A mim confiada para vós outros. Não foi dada a Paulo para que a aguardasse, mas para que a passasse adiante, particularmente aos gentios.

v.3 – Pois segundo uma revelação me foi dado conhecer o mistério. Paulo sempre insistia na sua recepção direta do Evangelho do próprio Senhor Jesus, sem qualquer intermediário humano.
(Gl.1:11,12). O mistério.

v.4 – Este versículo e o seguinte lançam muita luz sobre o uso da palavra mistério no NT. A palavra não significa algo místico ou mágico, mas um segredo que não foi previamente revelado; quando for revelado, só será compreendido pelos iniciados – aqui, aqueles que são salvos.

v.5 – Como agora foi revelado aos seus santos apóstolos e profetas, no Espírito. Exatamente como os homens santos de Deus foram inspirados pelo Espírito Santos nos tempos do VT (IIPe.1:20,21), assim também o foram os escritores do NT.

v.6 – Os gentios. O mistério não consistia em que os gentios poderiam ser salvos – há muita coisa no VT relacionada com a salvação dos gentios, particularmente em Isaías – mas seriam ligados aos judeus em um só corpo.

Ef.3:7-13 – A comunhão do Mistério
v.7 – Ministro. Paulo transformou-se em servo pelo dom de Deus. Esta é a palavra traduzida para diácono – alguém que serve às mesas. Paulo jamais considerou o seu ofício como algo elevado que o afastasse dos outros homens. Ele sempre falou de si mesmo humildemente.

v.8 – O menor de todos os santos. Em diversos lugares Paulo, lembrando-se do que fora antes de ser salvo e do que fizera à igreja, fala de si mesmo com autorrenúncia (ICo.15:9,10; I Tm.1:15). Me foi dada esta graça. A graça de Deus foi dada a Paulo não para seu prazer, mas para que a passasse aos outros. De pregar aos gentios. O Senhor Jesus deu esta palavra a Ananias referindo-se a Paulo (At.9:15). Das insondáveis riquezas. Aqui novamente a palavra riquezas destaca-se como um adjetivo indicando seu caráter ilimitado.

v.9- E manifestar. Jogar luz sobre o que é a dispensação do mistério. Em alguns manuscritos encontramos a palavra mordomia em vez de dispensação. Desde os séculos oculto em Deus. Outra confirmação da definição do “mistério’ antes citado. Que criou todas as coisas. Tudo o que existe, não simplesmente a criação física ou apenas a criação espiritual.

v.10 – Nos lugares celestiais. A quarta ocorrência da frase na epístola. Outra indicação de que os seres celestiais estão observando a Igreja e vendo na Igreja o desdobrar da sabedoria de Deus. Ambos, anjos bons e maus, estão evidentemente admirados com a operação de Deus quando ele redime homens e mulheres.

vv.11,12 – segundo o eterno propósito. (Rm.8:29), v.12 – pelo qual. Isto é, em Cristo. Acesso com confiança. Fora de Cristo não podemos nos aproximar. Isso já demonstrado no capítulo 2. A fé nele. Genitivo objetivo. Cristo é o objeto de nossa fé.

v.13 – Nas minhas tribulações por vós. Veremos Atos 20:18-35 sobre sua obra em Éfeso; também em IICo.1:8-11

Efésios 3:14-21 – Esta é a segunda oração de Paulo pelos efésios, e tal como a anterior em Ef.1, relaciona-se principalmente com seu bem-estar espiritual. Enquanto a primeira oração se centraliza no conhecimento, esta focaliza o amor.

v.14- Por esta causa. Isto retoma o pensamento iniciado em 3:1. Evidentemente o pensamento principal deste capítulo é a oração, e 3:2-13 é explanatório. Me ponho de joelhos. Embora as Escrituras não indiquem nenhuma posição corporal necessária à oração, o pôr-se de joelhos indica sincera reverência. Do Pai. Alguns manuscritos omitem as palavras de nosso Senhor Jesus Cristo. Há um jogo de palavras com a palavra Pai em 3:14 e a palavra traduzida para família em 3:15.

v.15 – Toda a família. Há duas possíveis explicações para isto. Alguns preferem cada família, com a ideia de que o conceito de família ou paternidade vem de Deus. Isto é verdade, é claro, embora menos comum. Gramaticalmente a outra explicação parece encaixar-se melhor no contexto das Escrituras de um modo geral, isto é, toda a família. A expressão tanto no céu como sobre a terra parece favorece-la. Isto é, toda a família dos redimidos – aqueles que já partiram e aqueles que ainda estão vivos aqui na terra – têm um só Pai, que é o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo.

v.16 -  Segundo a riqueza. Novamente a referência á abundancia do que temos de Deus (1:7; Fp4:19) que sejais fortalecidos com poder. Paralelo da outra oração, a qual muito falou sobre o poder de Deus. Mediante o seu Espírito. O Espírito é o agente da Deidade, aplicando-nos a redenção. No homem interior. Isto é, nossa parte imaterial, a verdadeira personalidade.
v.17 – E assim habite Cristo. Não meramente viva, mas esteja em sua casa- habite. Disso é que cada cristão precisa sempre, não orar para Cristo entrar, pois ele já habita em cada crente, mas, para estar à vontade, pois o crente já lhe entregou toda sua vida. Estando vós arraigados e alicerçados em amor. Uma metáfora mista referindo-se àquilo que foi plantado e àquilo que foi edificado (Cl.2:2, um paralelo mais ou menos com essa passagem).

v.18 – A fim de poderdes compreender, com todos os santos. Um conhecimento que todo crente deve ter. Qual é a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade. Este tipo de conhecimento deveria crescer continuamente, pois caso contrário jamais poderíamos medir essas dimensões.

v.19 – conhecer o amor de Cristo, que excede todo entendimento. Alguns coisas não podemos conhecer inteiramente; frequentemente temos experiências que não podemos entender ou explicar. Entretanto, a mesma raiz foi usada aqui no infinitivo e no substantivo, e a ideia parece ser de conhecer aquilo que é um paradoxo, é claro, mas a superabundância da graça colocada à nossa disposição pelo Pai celestial, através de nosso Senhor Jesus Cristo.

v.20 – Esta plenitude torna a ser descrita na benção que introduz o final da primeira divisão desta epístola. Ora, àquele. É claro que o verbo e o predicado estão no versículo seguinte. Poderoso. Não há limite para o que Deus pode fazer. Infinitamente mais. Os superlativos se amontoam uns sobre os outros a fim de nos impressionar com esta verdade. Tudo quanto pedimos, ou pensamos. Somos geralmente limitados em nosso pedir, achando que Deus fará determinada coisa por nós. Ele é capaz de fazer muito mais do que pedimos; na verdade, mais até do que podemos imaginar. E ele o faz conforme o seu poder que opera em nós. Isto é, fomos fortalecidos pelo Seu Espírito. Consequentemente, este poder está sendo ativado em nós.

v.21 – A ele seja a glória. Na igreja. A glória de Deus está sendo manifesta por toda a eternidade no corpo que ele redimiu. Por todas as gerações, para todo o sempre. Literalmente, por todas as gerações, pelo século dos séculos. Uma expressão muito forte para a eternidade. Com esta oração e benção Paulo conclui esta porção da epístola, que nos fala sobre o que Deus fez por nós e sobre a nossa posição em Cristo.