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sábado, 31 de agosto de 2013

SÍNTESE FILOSÓFICA (Prof. Lopes)

FILOSOFIA – UTILIDADE
BUSCA DO CONHECIMENTO RACIONAL +/- 1000 a.C


Estímulo do pensamento;
Questionamento;
Descoberta;
Ampliação continuada do conhecimento;
Desmascarar a verdade absoluta;
Enriquecer sua visão de outras hipóteses de vida ou crenças;
Levantamento de diversas hipótese ou verdade;
Refletir sobre algo;
Postura crítica
Como devo agir.

Para Aristóteles a Física partiu da Filosofia que busca compreender a essência das coisas materiais constituídas pelos quatro elementos (Ar, água, terra e fogo), que se encontram em constante movimento retilíneo em direção ao centro da terra ou em sentido contrário a ela.

O movimento é compreendido como a transição do corpo em busca do estado de repouso, que é o seu lugar natural. Dessa forma, os corpos pesados como a terra e a água, tendem para baixo, para o centro. Pois este é o seu lugar natural.

A CIÊNCIA NA IDADE MÉDIA

A ciência medieval seguiu o modelo o pensamento greco-romano, ou seja, foi uma ciência “contemplativa”, desligada do técnico.

A idade média desprezou o trabalho manual. A natureza dentro dessa concepção o homem pensava “religiosamente” na sua existência e o mundo que o cercava.

Na Teologia medieval, a igreja romana, era a autoridade máxima em matéria do conhecimento humano. A Filosofia estava profundamente ligada ao pensamento Teológico.

A REVOLUÇÃO CIENTÍFICA

A Revolução Científica teve início no século XVII, no período que seguiu o Renascimento Cultural.

ALGUNS ACONTECIMENTOS DESSE PERÍODO

·        Surgimento da burguesia e das primeiras cidades;
·        Surgimento de um modelo econômico – o capitalismo.

O homem que surge neste período histórico, quer pensar por si mesmo, sem a intervenção da igreja, da religião ou das autoridades antigas. Então, ocorre a “Secularização do pensamento-centralização do pensamento”
·        Secularização – Pensamento não religioso, é o olhar pelos olhos da razão e não mais pelos olhos da religião.

PRINCIPAIS ACONTECIMENTOS OU DESCOBERTAS NO PERÍODO DENOMINADO “REVOLUÇÃO CIENTÍFICA.

·        Galileu Galilei – Confirma a hipóteses do heliocentrismo. O sol é o centro do Universo.
·        Inquisição Religiosa – a igreja obriga àqueles que pensavam diferente aos seus ensinos a se retratarem publicamente.
·        A Física introduz o uso da experimentação e da matematização de suas pesquisas.
·        No século XVII – surge a Química
·        No século XIX – surge as ciências biológicas e a medicina.
·        No século XIX – surge a sociologia com August Connt – foi o pai do positivismo – corrente filosófica, que valorizou a ciência – o cientificismo – o que se pode conhecer da realidade e agir sobre ela.
CONCLUSÃO: O cientificismo predomina até hoje, ou seja, a crença nas potencialidades cientificas para a solução de todos os problemas humanos.


PRINCIPAIS PERÍODOS DA HISTÓRIA DA FILOSOFIA

FILOSOFIA ANTIGA: é o período do nascimento filosófico, nos séculos VII e VI a.C, com Tales de Mileto.
Surge nesse primeiro momento o chamado Período Clássico da Filosofia. Com os Filósofos mais importantes da Grécia Antiga: Sócrates, Platão e Aristóteles.

Com esses Filósofos os temas da Filosofia passaram a ser: Ética, Política, dentro de outros assuntos relacionados nas questões humanas.

Sócrates, Platão e Aristóteles, eram Filósofos que acreditavam na capacidade da razão em bem dirigir a vida humana. Pensando e refletindo o homem chegaria ao conhecimento da verdadeira essência de todos os assuntos.
FRASE: “Avida não refletida, não merece ser vivida”.

Esses filósofos refletiram sobre todos assuntos relacionados à vida humana, buscando definir corretamente todos os assuntos, afim de alcançar um correto entendimento da vida. O que é a verdade? O que é a justiça? O que é o amor? O que é a política? Qual é a melhor forma de governar?
Qual era o método desses filósofos para buscar a verdade, ou seja, para pensar corretamente? “O diálogo”. Por meio do diálogo na Grécia chamado de “dialética” aperfeiçoaram o pensamento, buscando ideias sobre os assuntos que queriam conhecer.

O pensamento não é correto, quando não há contradição, pois uma coisa não pode ser e não ser ao mesmo tempo. Ou é ou não é.

Para Platão, a vida para ser bem vivida, deveria ser dirigida pela razão: “Pensar bem para viver bem”.
O melhor caminho para seguir era o que nos conduziria para o mais alto. Ou seja, para os melhores objetivos.
Platão, via a realidade do mundo dividido em duas partes: físico ou material e a parte invisível ou espírito.
Denominamos essa divisão da realidade do mundo em dicotomia.

                             Mundo físico real.
Dicotomia:
                              Mundo espiritual ideal 

Para Platão, tudo o que é material é imperfeito, pois não permanece sempre idêntico a si mesmo.

FILOSOFIA DA RELIGIÃO

Desde que o homem se diferenciou do animal, tornou-se religioso ou seja, ele percebeu que na natureza havia algo além da realidade e, em si mesmo, algo que estava além da morte.
Durante milhares de anos esse sentimento se deturpou de maneira estanha. Para certas raças ele não podia ira além da crença em feiticeiros, sobre a forma primitiva, que ainda hoje encontramos em certas regiões da Oceania e entre alguns povos, o sentimento religioso culminou nas violentas cenas de sacrifícios humanos que formaram o caráter da Antiga Região.

Outros países principalmente no Continente Africano não ultrapassaram o fetichismo, ou seja, a adoração de um objeto material a que se atribuíram poderes sobrenaturais.

Ernest Renan-1861, Em sua literatura, reconheceu o Ser humano como Ser religioso. E que a religião passou por diferentes estágios.

Quando estudamos Filosofia da Religião, devemos ter em mente que o conceito de Deus foi um dos primeiros problemas filosóficos. Muitos sistemas dependem desse conceito para o seu desenvolvimento.

ARGUMENTOS RACIONAIS PARA PROVAR A EXISTÊNCIA DE DEUS.


Lembre-se: Os argumentos racionais são as construções racionais do pensamento, da reflexão.
Deus existe porque ELE é o princípio de tudo, a criação não pode ter vindo do nada.
Deus existe porque todos os povos têm uma religião.

ARGUMENTOS EMOCIONAIS
Para provar a existência de Deus. Os argumentos emocionais são aqueles que dependem do sentimento, da subjetividade, da intimidade de cada pessoa.
Deus existe porque posso senti-lo no coração.
Deus existe porque acredito que ELE existe.

Os primeiros filósofos gregos explicaram a existência de Deus quando buscaram uma causa para a existência do mundo. Deus é a causa do mundo.

PLATÃO – Deus é o criador do mundo, antes do mundo existir, havia ideias perfeitas e eternas, as quais por bondade divina, foram copiadas na matéria, embora as cópias não sejam perfeitas.


BIBLIOGRAFIA
 CHAUI, Marilena.  Filosofia série Novo Ensino Médio. Volume Único- São Paulo, Editora Átioca,2004
_______, Introdução à História da Filosofia – dos Pré-socráticos a Aristóteles, Volume 1. São Paulo Cia da Letras.

COTRIM, g. Fundamentos da Filosofia: História e Grandes Temas. São Paulo, Editora Saraiva, 7ªEdição, 2005

Larousse Cultural. Grande Enciclopédia, Volume 22, 1998





O USO DO GINSENG AJUDA NA MELHORA DE PACIENTES ACOMETIDOS COM CÂNCER e SOBREVIVENTES AO TRATAMENTO

Pacientes com câncer e sobreviventes de tratamentos de câncer, muitas vezes se sente muito cansado ou preguiçoso, mas depois de usar suplementos de ginseng por dois meses, os participantes indicaram que eles notaram uma melhora significativa em sua condição. Autor do estudo, o Dr. Debra Barton, da Clínica Mayo em Rochester, Minnesota, disse que quase todos os pacientes com câncer pode experimentar fadiga e este sentimento pode durar vários anos.
Normalmente, os pacientes muitas vezes optam por suplementos como a coenzima Q-10, L-carnitina e guaraná, mas tem estudos que suportam os efeitos obtidos.
A resposta foi analisado em 364 doentes com fadiga associada a cancro. Um grupo de pacientes recebeu 2,000 mg diários de Wisconsin ginseng, durante oito semanas, enquanto o outro grupo utilizado um placebo. Ambos os grupos responderam a questionários com uma escala máxima de 100 pontos, e todos os pacientes começaram a prova com 40 pontos.
Verificou-se que após oito semanas grupo tratado ginseng aumentada em testes de 20 pontos em comparação com 10 que o grupo de controle fizeram. Não houve efeitos adversos, como náuseas, vômitos e ansiedade.
Dr. Catherine Alfano, vice-diretor do Instituto de Oncologia Pacientes Survival National Cancer Institute, Bethesda, Maryland, indica que o ginseng age contra inflamações ", e pensei que a inflamação explica a fadiga associada com o câncer."
O estudo foi publicado no Journal of the National Cancer Institute.

sábado, 24 de agosto de 2013

Alegoria da Caverna

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Para explicar o movimento de passagem de um grau de conhecimento para o outro, no Livro VII da República, Platão narra o Mito da Caverna, alegoria da teoria do conhecimento e da paideia platônicas. Para conhecermos esse mito, precisamos retomar, noutro nível, a exposição da teoria do conhecimento feita nas aulas anteriores, pois essa versão apresentada deixou de lado a beleza, a dramaticidade e as metáforas que tecem o Livro VI da República.
Para dar a entender ao jovem Glauco o que é e como se adquire o conhecimento verdadeiro, Sócrates começa estabelecendo uma analogia entre conhecer e ver.
Ilustação do Mito da Caverna
Todos nossos sentidos, diz Sócrates, mantêm uma relação direta com o que sentem. Não é esse, porém, o caso da visão. Para que a visão se realize, não bastam os olhos (ou a faculdade da visão) e as coisas coloridas (pois vemos cores e são elas que desenham a figura, o volume e as demais qualidades da coisa visível), mas é preciso um terceiro elemento que permita aos olhos ver e às coisas serem vistas: para que haja um visível visto é preciso a luz. A luz não é o olho nem a cor, mas o que faz com que o olho veja a cor e que a cor seja vista pelo olho. É graças ao Sol que há um mundo visível. Por que as coisas podem ser vistas? Porque a cor é filha da luz. Por que os olhos são capazes de ver? Porque são filhos do Sol: são faróis ou luzes que iluminam as coisas para que se tornem visíveis. A visão é, assim, uma atividade e uma passividade dos olhos. Atividade, porque é a luz do olhar que torna as coisas visíveis. Passividade, porque os olhos recebem sua luz do Sol.
Conhecer a verdade é ver com os olhos da alma ou com os olhos da inteligência. Assim como o Sol dá sua luz aos olhos e às coisas para que haja mundo visível, assim também a ideia suprema, a ideia de todas as ideias, o Bem (isto é, a perfeição em si mesma) dá à alma e às ideias sua bondade (sua perfeição) para que haja mundo inteligível. Assim como os olhos e as coisas participam da luz, assim também a alma e as ideias participam da bondade (ou perfeição) e é por isso que a alma pode conhecer as ideias. E assim como a visão é passividade e atividade do olho, assim também o conhecimento é passividade e atividade da alma: passividade, porque a alma precisa receber a ação das ideias para poder contemplá-las; atividade, porque essa recepção e contemplação constituem a própria natureza da alma.
Assim como na treva não há visibilidade, assim também na ignorância não há verdade. A  e a  são para a alma o que a cegueira é para os olhos e a escuridão é para as coisas: são privações (privação de visão e privação de conhecimento).
Sob a analogia da luz, a diferença entre o sensível e o inteligível se apresenta assim:
MUNDO SENSÍVELMUNDO INTELIGÍVEL
Sol
Luz
Cores
Olhos
Visão
Treva, cegueira
Privação de luz
Bem
Verdade

Ideias
Alma racional ou inteligência
IntuiçãoIgnorância, opinião 
Privação de verdade
Essa analogia é o tema do Mito da Caverna, narrado por Sócrates a Glauco para fazê-lo compreender o sentido da paideia filosófica, isto é, da dialética e do conhecimento verdadeiro.
Imaginemos, diz Sócrates, uma caverna subterrânea separada do mundo externo por um alto muro. Entre este e o chão da caverna há uma fresta por onde passa alguma luz exterior, deixando a caverna na obscuridade quase completa.
Desde seu nascimento, geração após geração, seres humanos ali estão acorrentados, sem poder mover a cabeça na direção da entrada, nem se locomover, forçados a olhar apenas a parede do fundo, vivendo sem nunca ter visto o mundo exterior nem a luz do Sol, sem jamais ter efetivamente visto uns aos outros, pois não podem mover a cabeça nem o corpo, e sem se ver a si mesmos porque estão no escuro e imobilizados. Abaixo do muro, do lado de dentro da caverna, há um fogo que ilumina vagamente o interior sombrio e faz com que as coisas que se passam do lado de fora sejam projetadas como sombras nas paredes do fundo da caverna.
Do lado de fora, pessoas passam conversando e carregando nos ombros figuras ou imagens de homens, mulheres, animais cujas sombras também são projetadas na parede da caverna, como num teatro de fantoches. Os prisioneiros julgam que as sombras de coisas e pessoas, os sons de suas falas e as imagens que transportam nos ombros são as próprias coisas externas, e que os artefatos projetados são seres vivos que se movem e falam.
Nesse ponto, Glauco diz a Sócrates que o quadro descrito por ele lhe parece algo estranho, incomum e inusitado. Sócrates, porém, diz-lhe que os prisioneiros "são semelhantes a nós". E prossegue. Os prisioneiros se comunicam, dando nomes às coisas que julgam ver (sem vêlas realmente, pois estão na obscuridade) e imaginam que o que escutam, e que não sabem que são sons vindos de fora, são as vozes das próprias sombras e não vozes dos seres reais. Qual é, pois, a situação dessas pessoas aprisionadas?
Tomam sombras por realidade, tanto as sombras das coisas e dos homens exteriores como as sombras dos artefatos fabricados por eles. Essa confusão, porém, não tem como causa a natureza dos prisioneiros e sim as condições adversas em que se encontram. Por isso Sócrates indaga: que aconteceria se fossem libertados dessa condição de miséria e, "retornando à sua natureza, pudessem ver as coisas e ser curados de sua ignorância?".
Essa pergunta é um tanto grave. De fato, para os prisioneiros, o único mundo real é a caverna, portanto, a obscuridade na qual não podem se ver nem ver os outros não é percebida como tal e sim experimentada como realidade verdadeira. E a caverna é para elestodo o mundo real, pois não sabem que o que vêem na parede do fundo são sombras de um outro mundo, exterior à caverna, uma vez que não podem virar a cabeça para ver que há algo lá fora e que é de lá de fora que outros homens lhes enviam imagens e sons.
Ora, se para os prisioneiros o mundo real é a caverna, como poderiam sair da ilusão se não sabem que vivem nela?
Um dos prisioneiros, inconformado com a condição em que se encontra, decide abandoná-la. Fabrica um instrumento com o qual quebra os grilhões. De início, move a cabeça, depois o corpo todo; a seguir, avança na direção do muro e o escala. Enfrentando as durezas de um caminho íngreme e difícil, sai da caverna. No primeiro instante, fica totalmente cego pela luminosidade do Sol, com a qual seus olhos não estão acostumados. Enche-se de dor por causa dos movimentos que seu corpo realiza pela primeira vez e pelo ofuscamento de seus olhos sob a ação da luz externa, muito mais forte do que o fraco brilho do fogo que havia no interior da caverna. Sente-se dividido entre a incredulidade e o deslumbramento. Incredulidade porque está obrigado a decidir onde se encontra a realidade: no que vê agora ou nas sombras em que sempre viveu. Deslumbramento (literalmente: ferido pela luz) porque seus olhos não conseguem ver com nitidez as coisas iluminadas. Seu primeiro impulso é retornar à caverna para livrar-se da dor e do espanto. Embora esteja reconquistando sua verdadeira natureza, o sofrimento que essa reconquista lhe traz é tão grande que se sente atraído pela escuridão, que lhe parece mais acolhedora. Além disso, precisa aprender a ver e esse aprendizado é doloroso, fazendo-o desejar a caverna, onde tudo lhe é familiar e conhecido.
A descrição platônica é dramática: o caminho em direção ao mundo exterior é íngreme e rude; o prisioneiro libertado sofre e se lamenta de dores no corpo; a luz do Sol o cega; ele se sente arrancado, puxado para fora por uma força incompreensível. Platão narra um parto: o parto da alma que nasce para a verdade e é dada à luz.
Sentindo-se sem disposição para regressar à caverna por causa da rudeza do caminho, o prisioneiro permanece no exterior. Aos poucos, habitua-se à luz e começa a ver o mundo. Encanta-se, tem a felicidade de finalmente ver as próprias coisas, descobrindo que estivera prisioneiro a vida toda e que em sua prisão vira apenas sombras. Doravante, desejará ficar longe da caverna para sempre e lutará com todas as suas forças para jamais regressar a ela. No entanto, não pode evitar lastimar a sorte dos outros prisioneiros e, por fim, toma a difícil decisão de regressar ao subterrâneo sombrio para contar aos demais o que viu e convencê-los a se libertarem também.
Assim como a subida foi penosa, porque o caminho era ingrato e a luz, ofuscante, também o retorno será penoso, pois será preciso habituar-se novamente às trevas, o que é muito mais difícil do que se habituar à luz. De volta à caverna, o prisioneiro fica cego novamente, mas, agora, por ausência de luz. Ali dentro, é desajeitado, inábil, não sabe mover-se entre as sombras nem falar de modo compreensível para os outros, não sendo acreditado por eles. Torna-se objeto de zombaria e riso, e correrá o risco de ser morto pelos que jamais se disporão a abandonar a caverna. Impossível aqui não identificar a figura de Sócrates na do prisioneiro que se liberta, retorna e é morto pelos homens das sombras.
A caverna, explica Sócrates a Glauco, é o mundo sensível onde vivemos. O fogo que projeta as sombras na parede é um reflexo da luz verdadeira (do Bem e das ideias) sobre o mundo sensível. Somos os prisioneiros. As sombras são as coisas sensíveis, que tomamos pelas verdadeiras, e as imagens ou sombras dessas sombras, criadas por artefatos fabricados de ilusões. Os grilhões são nossos preconceitos, nossa confiança em nossos sentidos, nossas paixões e opiniões. O instrumento que quebra os grilhões e permite a escalada do muro é a dialética. O prisioneiro curioso que escapa é o filósofo. A luz que ele vê é a luz plena do ser, isto é, o Bem, que ilumina o mundo inteligível como o Sol ilumina o mundo sensível. O retorno à caverna para convidar os outros a sair dela é o diálogo filosófico, e as maneiras desajeitadas e insólitas do filósofo são compreensíveis, pois quem contemplou a unidade da verdade já não sabe lidar habilmente com a multiplicidade das opiniões nem se mover com engenho no interior das aparências e ilusões.
Os anos despendidos na criação do instrumento para sair da caverna são o esforço da alma para libertar-se. Conhecer é, pois, um ato de libertação e de iluminação. A paideia filosófica é uma conversão da alma voltando-se do sensível para o inteligível. Essa educação não ensina coisas nem nos dá a visão, mas ensina a ver, orienta o olhar, pois a alma, por sua natureza, possui em si mesma a capacidade para ver.
O Mito da Caverna apresenta a dialética como movimento ascendente de libertação do olhar intelectual que nos livra da cegueira para vermos a luz das ideias. Mas descreve também o retorno do prisioneiro para convidar os que permaneceram na caverna a sair dela, ensinando-lhes como quebrar os grilhões e subir o caminho. Há, assim, dois movimentos: o de ascensão (a dialética ascendente), que vai da imagem à crença ou opinião, desta para as matemáticas e destas para a intuição intelectual e a ciência; e o do descenso (a dialética descendente), que consiste em praticar com outros o trabalho para subir até às ideias.
Os olhos foram, portanto, feitos para ver, a alma foi feita para conhecer. Os primeiros estão destinados à luz solar, a segunda, à fulguração/revelação da ideia. A dialética é a técnica que liberta os "olhos do espírito".
O relato da subida e da descida expõe a paideia como dupla violência necessária para a liberdade e para a realização da natureza verdadeira da alma: a ascensão é difícil, dolorosa, quase insuportável; o retorno à caverna, uma imposição terrível à alma libertada, agora forçada a abandonar a luz e a felicidade. A dialética, como toda técnica, é uma atividade exercida contra uma passividade, é um esforço para obrigar uma dÚnamij  a se atualizar, um trabalho para concretizar um fim, forçando um ser a realizar sua própria natureza. No Mito da Caverna, a dialética leva a alma a ver sua própria essência ou forma (), isto é, conhecer, vendo as essências ou formas, para descobrir seu parentesco com elas, pois a alma é parente da ideia como os olhos são parentes da luz.

Bibliografia

PRÉ-SOCRÁTICOS, Col. "Os Pensadores", vol. 1, seleção de textos e supervisão do prof. Dr. José Cavalcante de Souza, São Paulo,
Abril Cultural, 1978.

Bibliografia Complementar

CHAUI, M. Filosofia, Série Novo Ensino Médio, Volume Único, São Paulo, Editora Ática, 2004.
CHAUI, M. Introdução à História da Filosofia - dos pré-socráticos a Aristóteles, Volume 1, São Paulo, Cia. das Letras, 2002.
COTRIM, G. Fundamentos da Filosofia: História e Grandes Temas, São Paulo, Ed. Saraiva, 7a tiragem, 2005.
KIRK, G.S., RAVEN, J. E. & SCHOFIELD, M. Os filósofos pré-socráticos, Lisboa, Fund. Calouste Gulbenkian, 1994

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Princípios da neurociência com potencial aplicação no ambiente de sala de aula.



1. Aprendizagem e memória e emoções ficam interligadas quando ativadas pelo processo de Aprendizagem. A Aprendizagem sendo atividade social, alunos precisam de oportunidades para discutir tópicos. Ambiente tranqüilo encoraja o estudante a expor seus sentimentos e ideias.

2. O cérebro se modifica aos poucos fisiológica e estruturalmente como resultado da experiência. Aulas práticas/exercícios físicos com envolvimento ativo dos participantes fazem associações entre experiências prévias com o entendimento atual.

3. O cérebro mostra períodos ótimos (períodos sensíveis) para certos tipos de aprendizagem, que não se esgotam mesmo na idade adulta. Ajuste de expectativas e padrões de desempenho às características etárias específicas dos alunos, uso de unidades temáticas integradoras.

4. O cérebro mostra plasticidade neuronal (sinaptogênese), mas maior densidade sináptica não prevê maior capacidade generalizada de aprender. Os Estudantes precisam sentir-se “detentores” das atividades e temas que são relevantes para suas vidas. Atividades pré-selecionadas com possibilidade de escolha das tarefas aumenta a responsabilidade do aluno no seu aprendizado.

5. Inúmeras áreas do córtex cerebral são simultaneamente ativadas no transcurso de nova experiência de aprendizagem. Situações que reflitam o contexto da vida real, de forma que a informação nova se “ancore” na compreensão anterior.

6. O cérebro foi evolutivamente concebido para perceber e gerar padrões quando testa hipóteses. Promover situações em que se aceite tentativas e aproximações ao gerar hipóteses e apresentação de evidências. Uso de resolução de “casos” e simulações.

7. O cérebro responde, devido a herança primitiva, às gravuras, imagens e símbolos. Propiciar ocasiões para alunos expressarem conhecimento através das artes visuais, música e dramatizações.
Outro fato interessante,  é que neurociência oferece um grande potencial para nortear a pesquisa educacional e o processo de aprendizagem, fornecendo de certa forma razões importantes e concretas, não especulativas, porque certas abordagens e estratégias educativas servirão de apoio à outras.
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terça-feira, 13 de agosto de 2013

OPORTUNIDADE - SABEDORIA

“Tudo neste mundo tem o seu tempo; cada coisa tem a sua ocasião” (Ec 3.1)


De todas as coisas que temos o privilégio de administrar, como direito outorgado pelo próprio Deus, se apresenta o tempo. É incrível como há quem com sabedoria, proveito e muito sucesso utilizam o “seu” tempo. Por outro lado encontramos muitíssimos seres humanos passando pela vida simplesmente, sem nenhuma realização, sem nenhum progresso. Para ser bom mordomo das oportunidades com as quais somos premiados, precisamos de senso de possibilidade, coragem, agilidade e decisão.



A Bíblia Sagrada tem muito a dizer sobre o tempo. Pra começar, foi Deus quem criou as condições para que o homem usufruísse dessa bênção , próprio Deus regulamentou esta condição, Ele primeiro é quem falou de dia e noite, sol e lua para governá-los respectivamente (Gn 1.5,16), Deus criou e deixou para que nós o administrássemos.Como estamos nós exercendo essa mordomia?



O ser humano com sabedoria com que foi dotado tem revolucionado, literalmente o uso do tempo, já vai muito longe a data em que a noite era destinada apenas para o repouso e somente o dia para as atividades produtivas, quer na indústria no comércio, no turismo, ou mesmo na agricultura. Hoje é possível realizar praticamente toda atividade de forma contínua de dia e de noite.Convém lembrar que nos tempos bíblicos nem o culto a Deus era celebrado à noite e sim somente durante o dia.É bom que o ser humano use, já que é possível, o máximo do tempo que puder para servir a Deus. Precisamos da sabedoria equilibrada em usarmos para glória de Deus a riqueza chamada TEMPO, infelizmente, muitos estão desperdiçando boa parte de seu tempo com coisas que não edificam, não trazem nenhum benefício para si, para os outros ou glória para Deus. A ganância exacerbada do homem tem pressionado o mesmo a viver correndo “atrás do tempo”. Ganhar tempo é a proposta dos modernos meios de vida criado pela inteligência humana, os meios de transportes tornam-se cada vez mais velozes ao ponto de viagens que demorava-se semanas hoje se faz em poucas horas, nas comunicações os fantásticos avanços tecnológicos fazem com que os acontecimentos ou pronunciamentos mundiais, sejam comunicados quase instantaneamente em todas as partes do mundo e para alguns em tempo real. Isto, porém não significa absolutamente, onisciência, esta é atributo exclusivo da divindade.



Deus em sua palavra, fala muito sobre as questões relacionadas ao tempo e por certo é de bom proveito para nós, sabermos com equilíbrio o verdadeiro interesse do ensino bíblico sobre isto. Uma das interessantes expressões da Bíblia sobre tempo está em Efésios 5.16, onde Paulo diz “Remindo o tempo porque os dias são maus”. No contexto aprendemos que o sentido é de que o crente em Jesus Cristo deveandar (viver) de forma prudente e sábia. Também entendemos que, ao usar o termo remir, cujo significado é compara de novo, resgatar, ele nos está ensinando a darmos o devido valor, aquilatarmos de forma correta o tempo que nos é dado. Literalmente estaria dizendo “Aproveitai as oportunidades”. Com toda razão há plenas justificativas para esta admoestação, pois uma oportunidade perdida estará para sempre perdida, poderemos até sermos brindados com “outras”, mas será sempre e sempre outras, não a mesma. Conforme li em um folheto: Oportunidade “pitorescamente, significa “em frente da porta”. Ela costuma chegar sem ser esperada para que a aproveitemos. Conta-se que numa das cidades da antiga Grécia havia uma estátua chamada de “Estátua da Oportunidade”, na qual estava escrito um suposto diálogo entre um viajante e ela, com as perguntas e respostas seguintes: “Qual é teu nome, ó estátua?”. “Sou a Estátua da Oportunidade”. “Por que tens asas nos pés?”. “Para mostrar que rapidamente me vou”. “Por que são os teus cabelos tão longos na frente?”. “Para que as pessoas possam me segurar mais facilmente quando estou à frente delas”. “Por que há poucos cabelos na parte de trás de tua cabeça?”. “Para mostrar que depois de eu ter passado, não posso mais ser alcançada””.



Ainda li em outro lugar o que segue: “Perdeu-se ontem entre o nascer e o pôr-do-sol uma preciosa hora adornada de sessenta ricos minutos, não se oferece recompensa, pois ela está eternamente perdida”.



Em outro lugar ouvi: “Há três coisas que não voltam a trás jamais. A pedra que se atira, não volta para a mão do atirador; a palavra falada, e uma oportunidade perdida.”


As oportunidades da vida estão inseridas no contexto de tempo que nós temos e felizes são os que sabem (ou conseguem) identificar uma situação de aproveitamento oferecida por alguém ou pelo próprio Deus. Tomar conhecimento do dia em que se está no calendário de Deus é fator preponderante. O Senhor Jesus falou de pessoas que souberam interpretar o seu tempo à luz das profecias, promessas e ações de Deus (Mt 16.2,3Lc 19.44).



Na primeira passagem não souberam entender os sinais do céu, na outra os habitantes de Jerusalém por não identificarem sua última oportunidade, sofreriam completa destruição.O crente precisa buscar discernimento para que sua vida não passe em vão nesta rápida passagem pela Terra. Ainda “ontem” eras um garotinho (a) lembras? As doces brincadeiras com os coleguinhas, sem preocupações, sem muito pra fazer, uma delícia, não era? É, o tempo voou ! hoje você é um homem formado, ou uma dona de casa e quando nesses momentos fazemos uma retrospectiva, o que vemos? Quais foram minhas realizações produtivas, úteis para a minha família, meus semelhantes? Mas ainda há tempo de cada um tomar atitude positiva de ser útil e não esperarmos que tudo aconteça.



Oremos como Moisés que pediu: “Ensina-nos a contar os nossos dias, para que alcancemos coração sábio” (Sl 90.12).



Colaboração para o Portal EscolaDominical: Ev. Clari Casturino de Mattos