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sábado, 23 de fevereiro de 2013

SENDO CRENTES “FILHOS AMADOS” DE DEUS E TENDO EXPERIMENTADO SEU AMOR, TEMOS UM PADRÃO A PRESERVAR, UM CAMINHO A SEGUIR.

Efésios 5:1,2 

 A vida cristã não envolve apenas o andar digno da nossa vocação e ao andar de maneira diferente dos gentios, mas também o andar em amor.

v. 1,2 – Os cristãos devem seguir o exemplo de Deus, que nos amou quando ainda éramos Seus inimigo. Como imitadores do Senhor, os cristãos devem demonstrar esse mesmo amor e negar a si mesmos.

v.3 – A cidade de Éfeso, com seu templo pagão dedicado a Diana (Atos 19.23-31), é uma alegoria da nossa sociedade, entregue à imoralidade sexual e à ganancia desenfreada. Paulo advertiu os cristãos em Éfeso para que evitassem essas concupiscências.

v.4 -  A vida cristã não deve ser degenerada por torpezas, nem parvoíces (coisa pequena, meninice, coisas idiotas), nem chocarrices, pois essas coisas não honram a Deus nem redundam em graças a Ele pela nossa redenção.

v.5 – E muitos círculos religiosos, a falta de princípios morais revela a contradição à Palavra de Deus. O impuro e ganancioso não terá herança no Reino.

v.6 – Observe o comentário sobre a expressão filhos da desobediência em Efésios 2:2. A ira de Deus está sobre aqueles cujas práticas pecaminosas são mencionadas em efésios 5:5.

vv.7-10 – O cristão passou das trevas (o reino do pecado e do diabo) para a luz (o reino da justiça). Quando Paulo utiliza o verbo andar (andai), está dizendo que os cristão devem mudar seu modo de pensar, sentir, agir e comportar-se, para que sejam condizentes com a posição que agora ocupam em Cristo (Rm.12:2).

v.11 – Não comuniqueis, implica não ter comunhão com as obras más de pessoas más, não participar da maldade delas. Condenai-as. Reprovamos as obras más quando evitamos e fazemos com que os outros saibam como Deus se sente com relação a elas.

vv.12,13 – Em oculto. O versículo 12 proíbe veementemente os cristãos de cederem à preocupação (pós) moderna de examinar os mistérios sombrios de coisas malignas, como o ocultismo, o espiritismo, a astrologia e outras práticas satânicas (Dt.18:9-22).

v.14 – Desperta, ó tu que dormes. Esse clamor pode ser um trecho de um hino cristão do primeiro século ou uma reflexão original de Paulo ao fazer alusão a Isaías 26:19, a uma promessa da salvação de Deus que haveria de manifestar-se.

v.15 – Andar prudentemente significa pisar com cutela. Devemos observar por onde andamos para não termos contato com influências indesejáveis.

v.16 – Remindo o tempo significa aproveitar bem o tempo e as oportunidades que Deus nos dá para servir-lhe. Cada um de nós tem um tempo ilimitado neste mundo, e Paulo exorta-nos a usar o máximo possível desse tempo, da melhor forma possível, para promover os objetivos de Cristo.

v.17 – Não sejais insensatos, mas entendei. Discernir a vontade do Senhor não é uma questão de sentimento ou emoção, mas de entendimento (racional) e discernimento (espiritual). Para tal, é necessário aplicar nossa mente à compreensão das Escrituras.

v.18 – assim como a pessoa embriagada com vinho está sob o efeito do álcool, o cristão cheio do Espírito é controlado pelo Espírito Santo. Enchei-vos. Encher-se indica uma ação que vai além de receber o selo do Espírito Santo (Ef.1:13). Selar é uma ação feita por Deus no momento de nosso novo nascimento. O tempo e o modo do verbo enchei-vos é imperativo, indica que a ação no presente de encher-se pode ser repetida, acontecendo em vários momentos. É algo que Paulo ordena que os cristãos em Éfeso façam. Em outras palavras, nem todos os cristãos são cheios do Espírito, mas todos foram selados com o Espírito quando se entregaram a Cristo (Ef.4:30).

v.19 – Cantar e salmodiar ao Senhor é uma das práticas de quem é cheio do Espírito. Alguns estudiosos acreditam que as três formas de música mencionadas por Paulo neste versículo se referem às partes diferentes do livro de Salmos. A maioria, porém, crê que essas palavras se referem a três categorias mais amplas:  1) Os 150 salmos no saltério(forma de instrumentos de cordas dedilháveis), além de outros poemas no estilo dos salmos ao longo de toda a Escritura; 2) Hinos, composições dirigidas a Deus, 3) Cânticos espirituais, canções inspiradas sobre a experiência cristã.

v.20 – Quando sempre graças por tudo. Quando realmente crermos no que é dito em Efésios 1:11, teremos muito menos dificuldade para entender Efésios 5:20.

vv.21,22 – O versículo 21 completa a ideia dos versículos anteriores (vv.18-20), que falam sobre como ser cheio do Espírito pode manifestar-se na vida do cristão. Ele também introduz a próxima seção (5.22-6.40, sobre como os membros de uma família cristã devem relacionar-se uns com os outros. Sujeitando-vos. A palavra usada não indica, neste contexto, que o indivíduo está sob o controle absoluto de outra pessoa, mas que ele se coloca voluntariamente sob a autoridade de outra pessoa.

vv.22-24 – Assim como Cristo não é inferior ao Pai, mas submete-se a Ele, as mulheres, embora sejam iguais ao seu marido enquanto pessoas, têm papéis diferentes na relação conjugal. A expressão ao Senhor revela que a submissão voluntária da mulher provém de sua submissão primeira a Cristo.

v.25 – Maridos, amai. Paulo não enfatiza a autoridade do marido; pelo contrário, ele exorta os maridos a amar a esposa sacrificando a si mesmo por ela. Eles devem imitar o amor de Cristo, o tipo de amor que está disposto a entregar a vida pela outra pessoa e servir-lhe, ainda que isso signifique sofrimento.

vv.26,27 – Nestes versículos, Paulo resume o que Jesus fez pela Igreja. Primeiro, ele a amou tanto que se dispôs a sofrer e a morrer por ela. Suas ações não somente a salvaram, mas também a santificaram. Segundo, Jesus queria levar a Igreja a ser o que ela deveria ser, o templo santo de Deus.

v.28 – Quando Paulo exorta os maridos a amar a esposa como a seu próprio corpo, está de fato dizendo que eles devem amá-la do mesmo modo que amam a si mesmos. Nunca se esperou que o homem tivesse esse amor profundo pela esposa no mundo pagão de Roma e da Grécia.

v.29 – O marido que percebe que sua esposa é, na verdade, a sua própria carne irá tratá-la com amor e cuidado.

v.30 – Nós, cristãos, somos membros do Corpo de Cristo.

v.31 – Serão dois numa carne. Paulo está citando Gênesis 2:24, que ensina que a união singular entre marido e esposa substitui os laços familiares originais.

v.32 – O mistério que foi revelado, a união espiritual entre Cristo e a Igreja, é comparado à união entre um homem e uma mulher pelo casamento.

v.33 – Homens precisam de respeito; a mulher que humilha o marido, principalmente em público, destrói sua união íntima com ele. O mesmo vale para o marido. O homem que trata a esposa de um modo insensível ou indelicado também está pondo a felicidade conjugal em risco.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

sábado, 16 de fevereiro de 2013

O POVO DE DEUS É DIFERENTE DO POVO DO MUNDO. A CONDUTA DO CRENTE NO MUNDO


Efésios 4:1 – 6:24 

4:1-16 – Uma caminhada digna – Deus sempre une doutrina com prática, ensinamentos e os resultado práticos dos ensinamentos. Em Ef.1-3 ele nos falou das riquezas da Sua graça e das riquezas da Sua glória por meio de Jesus Cristo. Agora ele nos exorta a vivermos de maneira digna neste mundo. Através da Unidade do Espírito, Deus realizou uma unidade maravilhosa que os crentes têm a responsabilidade de manter na experiência.

v.1 – A vida cristã não é comparada aqui ao ato de correr ou ficar parado, mas ao ato de andar. A expressão “andeis como é digno” significa que a vida do cristão deve condizer com a excelência do chamado que ele recebeu de Cristo.

v.2 – Humildade e mansidão, com longanimidade.  Essas são as virtudes divinas que Jesus demonstrou (Fp.2:5-8). Elas não são virtudes inatas (que nasce com o indivíduo) ao homem, mas devem ser cultivadas pelo Espírito de Deus em nós ao cooperarmos com Ele sendo altruísta (sentimento de quem põe o interesse alheio acima do seu próprio). Mas somente o Espírito pode fortalecer-nos para que tratemos as pessoas como superiores a nós (Fp.2:3)
Suportando-vos aproxima-se de nossa expressão tolerar, o uso que Paulo faz do verbo também tem conotações positivas. Assinala que devemos ter paciência com os outros e dar-lhes suporte. Muitas vezes, pedimos que Deus seja paciente para conosco e com nossas falhas. Não obstante, (apesar disso, contudo) nós mesmos não exercemos o mesmo tipo de paciência. Não deve ser assim.

v.3 – A unidade do Espírito. Todos os cristãos são um no Espírito. É nosso dever guardar ou observar essa unidade, reconhecendo que ela existe e colocando-a em prática ao abandonar o sectarismo (espírito de seita, intransigência, intolerância). (Jo17:20-26) Procurando implica fazer todo o esforço, empenhar-nos, para manter a unidade do Espírito.

v.4 – A expressão há um só corpo significa que a Igreja é um organismo vivo composto por membros vivos (os santos que foram comprados com o sangue de Jesus, nasceram de novo e creem na Bíblia). Esse corpo espiritual tem uma Cabeça, Cristo, e muitos membros, os cristãos (ICo 12:1,13). Quando Paulo afirma que há um só Espírito, refere-se ao Espírito Santo, que é a vida e o fôlego desse Corpo, o Agente da regeneração de cada cristão, e que agora mantém uma conexão vital entre cada um desses membros e os demais, e entre estes e Cristo.

A expressão uma só esperança da vossa vocação revela que essa realidade suprema e gloriosa é para judeus e gentios.

v.5 – Um só batismo pode referir-se ao batismo com o Espírito, que insere todos os cristãos no Corpo de Cristo, a Igreja (ICo 12:13). Também pode referir-se ao batismo em águas, o sinal externo de que a pessoa deseja ingressar-se espiritualmente no Corpo de Cristo. Naquela época, o batismo público claramente identificava o indivíduo como um cristão.

v.6 – Quando Paulo diz um só Deus e Pai de todos, esclarece que há apenas um Deus para todos os povos, e não um Deus diferente para cada nação. O qual é sobre todos fala da transcendência de Deus e do poder soberano que ele não divide com ninguém.  E por todos fala da imanência de Deus, de Sua ação dominante. E em todos fala de Sua presença dentro dos cristãos, Seu relacionamento pessoal. O único Deus reina sobre todos, opera por meio de todos e habita em todos.

v.7 – Mas a graça foi dada a cada um de nós segundo a medida do dom de Cristo. Como Pedro (IPe 4.10), Paulo ensinou que todos os cristãos recebem dons espirituais pelo favor imerecido, a graça de Deus. Os dons são dados de forma soberana por Cristo para edificar Sua Igreja (ICo 12.11). Portanto, o Corpo de Cristo deve manter-se em sintonia com a Cabeça e edificar um ao outro, para que todos possam cumprir a missão que lhes foi proposta por Deus no Corpo, e suas boas obras atestem ao mundo sobre a nova criação e redundem em glória para Deus. (ICo 12.7).

v. 8 – Subindo ao alto, levou cativo o cativeiro e deu dons aos homens. Aqui, Paulo cita o Salmo 68.18 para descrever o Messias subindo ao alto, levou cativo o cativeiro, triunfante sobre Satanás e suas hostes, e distribuindo dons espirituais ao Seu povo. O uso fiel de nossos dons na terra determinará a posição que ocuparemos no Reino messiânico de Cristo.

v.9 – para muitas pessoas, esta descida se refere à ida de Jesus ao Hades (literalmente, o lugar abaixo de, o reino dos mortos), após Sua crucificação e morte, a fim de conduzir os santos que lá estavam ao Paraíso, ao ressuscitar. A expressão as partes mais baixas da terra também poderia ser traduzida como as partes mais baixas, a terra, de modo referir-se à vinda de Cristo ao nosso humilde mundo, como homem. Esse é o significado mais provável aqui (Fp. 2:5-8).

v.10 _ Aquele que se humilhou como Servo humilde e sofredor é o mesmo que subiu acima de todos os céus em supremacia universal (Fp 2.9-11; Cl.1.18).

v.11 – Apóstolos, com o sentido de emissários, ou embaixadores, seu sentido mais estrito, refere-se aqueles que viram o Cristo ressurreto, realizaram milagres e foram especialmente escolhidos por Ele para anunciar as boas-novas a todos como testemunhas oculares de Jesus e “plantadores” de igrejas. Nesse sentido mais especifico, não existem apóstolos hoje (existe apenas ministério apostólico).
Profetas são aqueles que entregaram revelações diretas de Deus (ICo 14), prenunciando as ações do Senhor e reforçando o que Ele já havia dito nas Escrituras.
Evangelistas são os pregadores do evangelho que evangelizaram e evangelizam pessoas, cooperando com o Senhor para que elas creiam e tornem-se membros do Corpo de Cristo (Ef.2.8,9). Os evangelistas também podem ensinar outros cristãos a compartilharem sua fé de forma eficaz.
Pastores fazem pela Igreja tudo o que um pastor no sentido da palavra faz pelas ovelhas: alimentam, amparam, cuidam e protegem contra os inimigos. Não cabe necessariamente ao pastor ganhar ovelhas, mas, sobretudo, cuidar delas para que sejam fortalecidas, fiquem saudáveis, e seu rebanho cresça.
Doutores. São os ministros (mestres) que recebem dons especiais para ensinar aos membros do Corpo de Cristo. [A cada um desses dons ministeriais estão listados em I Coríntios 12.].

vv.12,13 – Três etapas de crescimento são apresentadas aqui: líderes instruídos são responsáveis pelo aperfeiçoamento dos santos; estes, estando bem preparados, fazem a obra do ministério e, consequentemente, o corpo de Cristo é edificado. O objetivo final é a maturidade cristã, a verdade e o amor.

v.14 – os meninos são ingênuos, vulneráveis e tornam-se vítimas fáceis. A Igreja precisa trabalhar com diligencia no sentido de conduzir à maturidade os que são crianças em Cristo (IPe 2.2).

v.15 – A expressão seguindo a verdade em caridade sugere que tudo o que os cristãos dizem ou fazem deve ser honesto e verdadeiro e dito ou feito com amor.

v.16 – O uso da metáfora do Corpo aqui para apresentar a mesma verdade expressa pelo termo edifício, Ef.2:21.
Todas a juntas de cada parte desse corpo são essenciais para seu pleno crescimento, nenhuma de suas partes é insignificante (ICo 12.14-27). Pode-se dizer que tudo que fortalece os cristãos e a Igreja é para sua edificação.

vv.17-19 – Aqueles que andam na vaidade do seu sentido (v.17), a ponto de terem perdido todo o sentimento, estão entenebrecidos no entendimento, separados da vida de Deus, tendo um coração endurecido devido a anos de pecado, imoralidade e devassidão.

vv.20,21 – Pressupõe-se que, ao usar a expressão se é que (em se é que tendes ouvido e nele fostes ensinados), Paulo não estava pondo em dúvida a experiência cristã daqueles a quem falava.

vv.22-24 – Paulo comparou a vida cristã ao ato de despir-se das vestes sujas de um passado marcado pelo pecado e vestir-se com as vestes da justiça de Cristo, que são brancas como a neve.

v.25 – citando Zacarias 8.16, Paulo pede que os cristãos falem a verdade uns aos outros, porque todos eles estão unidos em Cristo. Em Provérbios 6.17, a língua mentirosa é indicada como uma das seis coisas que Deus odeia.

v.26 – Paulo usa um texto do Salmo 4.4 para indicar que sentir ira não é pecado (e sim, dar lugar a ela, agindo motivado por ela, ainda que esta motivação esteja oculta, recalcada, com o passar do tempo). Não devemos permitir que a ira envenene nosso espírito ou persista por muito tempo (Mc.11.25). Os cristãos podem sentir uma “ira Justa” ante a injustiça e o pecado, mas nunca devem deixar-se dominar e levar pela ira.  Em vez disso, devem procurar oportunidade para expressar o amor de Cristo a todos.

v. 27 – Não deis lugar ao diabo. Satanás espera a oportunidade para dar o primeiro passo em nossa direção. O verbo, no imperativo presente, em grego significa não tenha o hábito de dar lugar a Satanás. A ira descontrolada é uma brecha pela qual o inimigo de nossa alma entra em nosso coração com o intuito de destruir e corromper o Corpo. Ele só pode atingir quando encontra um lugar na vida de alguém para fazer sua obra maligna.

v.28 – A frase trabalhe, para que tenha o que repartir com o que tiver necessidade significa que, em vez de tomar o que é de outra pessoa, o cristão deve ganhar o suficiente para dividir parte de seus ganhos com os necessitados. Não se trata de um simples chamado para que o indivíduo deixe de roubar ou ser ganancioso, mas, sim, para que ele seja generoso e tenha uma verdadeira mudança de atitude.
v.29 – Os padrões para o modo de falar do cristão são extremamente altos. Ele não deve emitir nenhuma palavra torpe, pois até por meio de sua fala o cristão deve representar Cristo, expressando bondade, brandura, paciência e cordialidade.

v.30 -  Nunca devemos repelir, ignorar ou rejeitar o Espírito Santo de Deus. Se nos lembrarmos que Aquele que vive em nós é o próprio Espírito de Deus, sermos muito mais seletivos quanto ao que pensamos, lemos, vemos, dizemos e fazemos. Observe que Paulo reconhece que os maus pensamentos e ações são tentações viáveis até para os que são selados pelo Espírito Santo.

vv.31,32 – A antiga vida é fruto de um coração hostil que sente amargura, segue seu próprio caminho, prefere blasfêmias e deseja o mal aos outros. Como deixar de lado todo amargura? Deixando que Deus encha nosso coração com Seu amor perfeito. A nova vida nos leva a ser benignos, manifesta-se em atos de bondade e capacita-nos a perdoar as ofensas cometidas pelos outros.

Forte abraço. Que Deus continue iluminando o seu caminho e ministério.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

A DISPENSAÇÃO DA GRAÇA E A COMUNHÃO DO MISTÉRIO DA IGREJA MOSTRAM A QUALIDADE DO CORPO DE CRISTO.

 Efésios 3:1- 21


v.1 – Por esta causa. Refere-se a toda declaração precedente. Eu, Paulo. A repetição que o escritor faz do seu nome prova a seriedade e a importância que ele imputa àquilo que está para escrever. O prisioneiro de Jesus Cristo. É claro que Paulo era um prisioneiro de Cristo no sentido de que ele fora capturado por Cristo, mas esse não é o principal pensamento aqui. Ele era um prisioneiro em Roma quando escrevia, e foi o amor a Cristo que era prisioneiro. Por amor de vós gentios. Paulo foi especificamente o apóstolo dos gentios por ordem do Senhor Jesus Rm.15:16.

v.2 – Da dispensação da graça de Deus. A palavra dispensação significa mordomia e ou administração. A mensagem da graça foi um depósito sagrado entregue a Paulo, a fim de que ele pudesse revelá-la aos gentios. A mim confiada para vós outros. Não foi dada a Paulo para que a aguardasse, mas para que a passasse adiante, particularmente aos gentios.

v.3 – Pois segundo uma revelação me foi dado conhecer o mistério. Paulo sempre insistia na sua recepção direta do Evangelho do próprio Senhor Jesus, sem qualquer intermediário humano.
(Gl.1:11,12). O mistério.

v.4 – Este versículo e o seguinte lançam muita luz sobre o uso da palavra mistério no NT. A palavra não significa algo místico ou mágico, mas um segredo que não foi previamente revelado; quando for revelado, só será compreendido pelos iniciados – aqui, aqueles que são salvos.

v.5 – Como agora foi revelado aos seus santos apóstolos e profetas, no Espírito. Exatamente como os homens santos de Deus foram inspirados pelo Espírito Santos nos tempos do VT (IIPe.1:20,21), assim também o foram os escritores do NT.

v.6 – Os gentios. O mistério não consistia em que os gentios poderiam ser salvos – há muita coisa no VT relacionada com a salvação dos gentios, particularmente em Isaías – mas seriam ligados aos judeus em um só corpo.

Ef.3:7-13 – A comunhão do Mistério
v.7 – Ministro. Paulo transformou-se em servo pelo dom de Deus. Esta é a palavra traduzida para diácono – alguém que serve às mesas. Paulo jamais considerou o seu ofício como algo elevado que o afastasse dos outros homens. Ele sempre falou de si mesmo humildemente.

v.8 – O menor de todos os santos. Em diversos lugares Paulo, lembrando-se do que fora antes de ser salvo e do que fizera à igreja, fala de si mesmo com autorrenúncia (ICo.15:9,10; I Tm.1:15). Me foi dada esta graça. A graça de Deus foi dada a Paulo não para seu prazer, mas para que a passasse aos outros. De pregar aos gentios. O Senhor Jesus deu esta palavra a Ananias referindo-se a Paulo (At.9:15). Das insondáveis riquezas. Aqui novamente a palavra riquezas destaca-se como um adjetivo indicando seu caráter ilimitado.

v.9- E manifestar. Jogar luz sobre o que é a dispensação do mistério. Em alguns manuscritos encontramos a palavra mordomia em vez de dispensação. Desde os séculos oculto em Deus. Outra confirmação da definição do “mistério’ antes citado. Que criou todas as coisas. Tudo o que existe, não simplesmente a criação física ou apenas a criação espiritual.

v.10 – Nos lugares celestiais. A quarta ocorrência da frase na epístola. Outra indicação de que os seres celestiais estão observando a Igreja e vendo na Igreja o desdobrar da sabedoria de Deus. Ambos, anjos bons e maus, estão evidentemente admirados com a operação de Deus quando ele redime homens e mulheres.

vv.11,12 – segundo o eterno propósito. (Rm.8:29), v.12 – pelo qual. Isto é, em Cristo. Acesso com confiança. Fora de Cristo não podemos nos aproximar. Isso já demonstrado no capítulo 2. A fé nele. Genitivo objetivo. Cristo é o objeto de nossa fé.

v.13 – Nas minhas tribulações por vós. Veremos Atos 20:18-35 sobre sua obra em Éfeso; também em IICo.1:8-11

Efésios 3:14-21 – Esta é a segunda oração de Paulo pelos efésios, e tal como a anterior em Ef.1, relaciona-se principalmente com seu bem-estar espiritual. Enquanto a primeira oração se centraliza no conhecimento, esta focaliza o amor.

v.14- Por esta causa. Isto retoma o pensamento iniciado em 3:1. Evidentemente o pensamento principal deste capítulo é a oração, e 3:2-13 é explanatório. Me ponho de joelhos. Embora as Escrituras não indiquem nenhuma posição corporal necessária à oração, o pôr-se de joelhos indica sincera reverência. Do Pai. Alguns manuscritos omitem as palavras de nosso Senhor Jesus Cristo. Há um jogo de palavras com a palavra Pai em 3:14 e a palavra traduzida para família em 3:15.

v.15 – Toda a família. Há duas possíveis explicações para isto. Alguns preferem cada família, com a ideia de que o conceito de família ou paternidade vem de Deus. Isto é verdade, é claro, embora menos comum. Gramaticalmente a outra explicação parece encaixar-se melhor no contexto das Escrituras de um modo geral, isto é, toda a família. A expressão tanto no céu como sobre a terra parece favorece-la. Isto é, toda a família dos redimidos – aqueles que já partiram e aqueles que ainda estão vivos aqui na terra – têm um só Pai, que é o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo.

v.16 -  Segundo a riqueza. Novamente a referência á abundancia do que temos de Deus (1:7; Fp4:19) que sejais fortalecidos com poder. Paralelo da outra oração, a qual muito falou sobre o poder de Deus. Mediante o seu Espírito. O Espírito é o agente da Deidade, aplicando-nos a redenção. No homem interior. Isto é, nossa parte imaterial, a verdadeira personalidade.
v.17 – E assim habite Cristo. Não meramente viva, mas esteja em sua casa- habite. Disso é que cada cristão precisa sempre, não orar para Cristo entrar, pois ele já habita em cada crente, mas, para estar à vontade, pois o crente já lhe entregou toda sua vida. Estando vós arraigados e alicerçados em amor. Uma metáfora mista referindo-se àquilo que foi plantado e àquilo que foi edificado (Cl.2:2, um paralelo mais ou menos com essa passagem).

v.18 – A fim de poderdes compreender, com todos os santos. Um conhecimento que todo crente deve ter. Qual é a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade. Este tipo de conhecimento deveria crescer continuamente, pois caso contrário jamais poderíamos medir essas dimensões.

v.19 – conhecer o amor de Cristo, que excede todo entendimento. Alguns coisas não podemos conhecer inteiramente; frequentemente temos experiências que não podemos entender ou explicar. Entretanto, a mesma raiz foi usada aqui no infinitivo e no substantivo, e a ideia parece ser de conhecer aquilo que é um paradoxo, é claro, mas a superabundância da graça colocada à nossa disposição pelo Pai celestial, através de nosso Senhor Jesus Cristo.

v.20 – Esta plenitude torna a ser descrita na benção que introduz o final da primeira divisão desta epístola. Ora, àquele. É claro que o verbo e o predicado estão no versículo seguinte. Poderoso. Não há limite para o que Deus pode fazer. Infinitamente mais. Os superlativos se amontoam uns sobre os outros a fim de nos impressionar com esta verdade. Tudo quanto pedimos, ou pensamos. Somos geralmente limitados em nosso pedir, achando que Deus fará determinada coisa por nós. Ele é capaz de fazer muito mais do que pedimos; na verdade, mais até do que podemos imaginar. E ele o faz conforme o seu poder que opera em nós. Isto é, fomos fortalecidos pelo Seu Espírito. Consequentemente, este poder está sendo ativado em nós.

v.21 – A ele seja a glória. Na igreja. A glória de Deus está sendo manifesta por toda a eternidade no corpo que ele redimiu. Por todas as gerações, para todo o sempre. Literalmente, por todas as gerações, pelo século dos séculos. Uma expressão muito forte para a eternidade. Com esta oração e benção Paulo conclui esta porção da epístola, que nos fala sobre o que Deus fez por nós e sobre a nossa posição em Cristo.