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domingo, 17 de novembro de 2013

CRIANÇAS SURDAS

MAESTRIA EM EDUCACIÓN – UNIVERSIDADE INTERNACIONAL IBEROAMERICANA (FUNIBER)
ALUNO: JOSÉ LOPES DE OLIVEIRA
PROFESSORA: ANDRÉIA MACHADO
DISCIPLINA: FATORES DE APRENDIZAGEM – MAPA CONCEITUAL

DATA: 31/10/2013


CRIANÇAS SURDAS

A LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais) é um código de comunicação, uma língua, como o inglês ou o espanhol.
Atualmente, devido às demandas sociais, exige-se que, em todos os ambientes, haja profissionais que promovam a acessibilidade aos surdos.
A Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) é a língua natural da maioria dos surdos brasileiros e é reconhecida no Brasil pela Lei 10.436/2002 e pelo Decreto-lei 5.626/2005

OBJETIVO
Adquirir noções e identificar os conceitos básicos relacionados à LIBRAS e compreender o que é a LIBRAS e saber da sua importância na formação da pessoa surda.
Tornar o indivíduo preocupado com a inclusão social, conhecendo a cultura surda, bem como a importância desta língua para a comunidade surda.

METODOLOGIA
Através da conversação (sinais) em LIBRAS, proporcionando aos leitores o conhecimento da cultura da língua de sinais.

O QUE É LIBRAS?
A LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais) teve sua origem na Língua de Sinais Francesa. As línguas de sinais não são universais como muitos pensam; cada país possui sua própria língua de sinais que sofre as influências da cultura nacional. Como qualquer outra língua, ela também possui expressões que diferem de região para região (regionalismo), o que a legitima ainda mais como língua.
Piaget dizia que não sabia como melhor alfabetizar a criança: se por meio da abordagem sintética ou por meio da abordagem analítica. Porém, sabia como descobrir: unindo o trabalho de um psicólogo experimental ao de um pedagogo e colocando ambos para conduzirem estudos experimentais a respeito.
No Brasil, durante os últimos 30 anos, a psicologia tem falhado em promover a reforma fônica na pedagogia por mostrar baixa competência em pesquisa experimental de avaliação e intervenção educacional.

O Programa Nacional de Desenvolvimento Escolar do surdo Brasileiro – PANDESB, apoiado e financiado pelo CNPq, Capes e Inep, durante 15 anos avaliaram cerca de 9.200 alunos surdos entre 6 a 40 anos de idade, da educação infantil ao final do ensino superior, quinze estados foram alcançados pela pesquisa.

QUAIS FORAM OS RESULTADOS
A pesquisa apontou que crianças surdas se desenvolvem mais e melhor em escolas bilíngues do que em escolas comuns, e não apenas em Libras.
A inclusão é ótima para crianças com deficiência auditiva, mas não para a criança surda, esta desenvolve melhor em escolas bilíngues, onde professores e colegas são sinalizadores fluentes.

O lugar é uma comunidade escolar sinalizadora que permite o desenvolvimento da língua natural (que é a libra) aos surdos brasileiros, desde a educação infantil.
Estudos apontam que 95% das crianças surdas nascem de pais ouvintes, é nas escolas de educação infantil e de ensino fundamental bilíngues que elas irão adquirir e desenvolver a Libras.

Segundo Fernando Capovilla – USP/SP, durante 30 anos, o Brasil tem sido dominado por uma abordagem ineficaz, anacrônica e invariável em termos de neurociência cognitiva, que ignora todos os progressos desde a década do cérebro e que destoa do estado da arte do conhecimento científico sobre alfabetização em todo o mundo.

CONSENSO MUNDIAL PARA A ALFABETIZAÇÃO.
O consenso é de que na educação infantil de ouvintes e de deficientes auditivos devam ser desenvolvidos léxico semântico e fonológico e habilidades metafonológicas de modo lúdico; e que, na passagem da educação infantil para o ensino fundamental, se deva alfabetizar crianças ouvintes ensinando-as a ler por decifração-decodificação e a escrever por codificação, sendo que as formas fonológicas construídas pela decifração fluente passam a evocar o processo de reconhecimento fonológico.

Na educação de criança, o léxico semântico e o de sinais servirá de metalinguagem para a aquisição da escrita no ensino fundamental, que, por sua vez, propiciará a aquisição de leitura orofacial e, então, (inclusão) a partir do segundo ciclo fundamental.
Pois há diferença entre pessoa surda e deficiência auditiva. Deficiente auditivo é aquele cuja língua materna é o português, ou porque a perda auditiva não foi tão precoce
A pessoa surda é aquela cuja língua materna é a libra.

A Libras é a metalinguagem com a qual o português será adquirido já no final da educação infantil. É denominado de bilinguismo.

Segundo o PANDESB – Programa de Avaliação Nacional de Desenvolvimento, o deficiente auditivo prefere inclusão e vão melhor em inclusão. Eles se ressentem se forem tratados como surdos que precisam de sinais – e com razão e se identificam com a cultura dos ouvintes.

Já os surdos preferem escolas bilíngues para surdos e se desenvolvem mais e melhor nelas. Eles se ressentem se forem tratados como deficientes auditivos que não precisam de sinais, e com razão, eles se identificam com a cultura dos surdos.

Fonte de pesquisa: www.ip.usp.br/lance/index.html
Smith, Corinne & Lisa Strick – Dificuldades de Aprendizagem de A a Z – Artmed,2001
Eden Veloso e Valdeci Maia – Aprenda Libras com eficiência e rapidez. Ed. Mãos Sinais.  2011





domingo, 27 de outubro de 2013

UMA ESCOLA PARA POUCOS....




Segundo Carl Roger Comentando a a Educação do século XVII,  notamos que: A marginalização dos pobres, em benefício dos privilégios concedidos aos nobres, ao clero e aos burgueses ricos, era considerada algo natural na época. O próprio Cardeal de Richelieu, primeiro ministro de Luís XIII, considerava que, embora necessário numa República, o conhecimento das letras não deveria ser acessível a todos: "Assim como um corpo que tivesse olhos em todas as suas partes seria monstruosos, da mesma forma um Estado o Seria, se todos os seus súditos fossem sábios; ver-se-ia aí tão pouca obediência, quanto o orgulho e a presunção seriam comuns". ( História da Educação no Século XVII. são Paulo, EPU,1981.p.18).
Pergunto: E a Escola é hoje diferente daquela época? Será que o governo não continua promovendo escola para poucos....?

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

SÍNTESE DA EDUCAÇÃO NO BRASIL



Segundo o dicionário de Aurélio, educação é "o ato de educar" e, ainda, "o conjunto de normas pedagógicas aplicadas ao desenvolvimento geral do corpo e do espírito". Essa é uma boa definição, mas precisamos ir além.

Exponho um pequeno esboço sobre o início da educação no Brasil, as demais informações vocês as têm nos livros guias de ensino.

A educação no Brasil influência do Liberalismo, a Constituição do Império garantia o ensino gratuito.

15/10/1827 - institui o concurso público para professores, e instituía que a cada 12 anos de trabalho teria uma gratificação ao professor e o cargo era vitalício.

O ensino religioso era obrigatório (Oficial do Estado), os problemas religiosos só começaram a aparecer no Brasil a partir da segunda metade do século XIX alemãs luteranos.

O sepultamento era de responsabilidade da Igreja, cemitério - gr. Quemitero, lugar de repouso, por isso eram enterrados na Igreja.

Com o crescimento populacional passou a ser sepultados ao lado da igreja.
Morte tétrica século XIX-XX Romântica. Hoje morrer é outro mundo! Morre no hospital e não mais com a família - desacralizado.

Século XIX - cemitério para os protestantes
- cemitério para os inglês

Cemitério Campo Santo - Rua Sergipe - cemitério dos protestantes

Primeiro cemitério d luz - Consolação 1850, longe da cidade para evitar contaminação.

Os alemãs luteranos no Brasil pregavam em alemão.
Os missionários do sul dos E.U.A pregavam em português e já tinham as bíblias traduzidas em português ( Batistas Brasileiros).

Com a República os cemitérios passaram a ser responsabilidade da república. O Governo secularizou os bens da igreja (católica), os particulares e protestantes não.

República Laica - Positivista, a escola é o templo do saber.
A assistência social do estado só começa após 1930

No final do século XIX e início do século XX os protestantes criaram o Hospital Samaritano.

Caetano de Campos foi o modelo das escolas normais "Templo do Saber".
Positivismo - dar fim à ignorância e superstição.

A Igreja Católica criou a escola normal livre com a orientação do estado com o objetivo dessas alunas serem professoras e ensinarem religião.

No final do século XIX e início do século XX a Maçonaria criou a Escolas "Laicas" Positivistas não confessionais.

ESCOLAS PROTESTANTES

Escola alemã - não confessional para católicos e protestantes, pois luterano e anglicano não se preocupavam em fazer adeptos. "Nada mais nobre que fazer turismo dentro do nosso quintal" - Eça de Queirós.

Escolas italianas - polonesas p armênica, objetivo manter a cultura de seu povo

Século XIX romantismo / artes São Paulo totalmente europerizado (italiano) viaduto Santa Ifigênia veio da Bélgica.

Os anarquistas - escolas doutrinárias - ensinar o anarquismo.
Partido comunista - 1922 - 1848 Karl Marx - Manifesto Comunista
"Educação reflete a época Social" os liberais não eram agnósticos, poderiam ter sido anti-clericais.

Real padrado - herança portuguesa - o infante Com Henrique antes da descoberta do Brasil solicitou ao papa que todos os territórios descobertos ou a descobrir seriam português (Ordem de Cristo) nomear e indicar o prelado, a ordem se responsabilizaria a evangelizar (Templários - Os Cavaleiros de Nosso Senhor Jesus Cristo) - Marinheiros - Caravelas.


Cesaropapismo: Caesar/Tzar/Kaiser/Csar/Messias/Cristo.

REGIME; Teocrático - Theós = Deus - Cr´stico - Governo = Governo de Deus.
Jonh Locke - século XVII - Liberalismo
Moeda inglesa - Elisabeth DG. Regina pela Graça de Deus Isabel Rainha
Moeda do Império brasileiro. Petrus I,II DG Imperador Constitucional, Pedro pela Graça de Deus Imperador Constitucional.

Lutero insistia com os Ministros alemães para haver escola com o objetivo para ler a Bíblia.

A escola reflete o pensamento de uma sociedade
As pinturas (ícones) era (é) a bíblia do analfabeto

O cristianismo e o islamismo proibiram a representação do corpo humano - desenho de animais - imagens. Então os adeptos tiveram que aprender a ler.

Lutero - Calvino - Zwingo também proibiram os ícones (imagens) Livro: O protestantismo Origem do Capitalismo. Max Webwr

Kadija - judia - esposa de Maomé - dona de uma caravana.

Século VIII - iconosclatas - quebradores de ícones - imagens.

Concílio de Nicéia - manda reconstruir os ícones

Arabescos - rendas-leituras para os analfabetos


RELIGIOSIDADE NO BRASIL - EVANGÉLICOS

Do Ponto de vista evangélico as primeiras reuniões de instrução bíblica no Brasil ocorreram durante a permanência dos crentes calvinistas que desembarcaram em Guanabara, 1557 e, em 10 de março realizaram o primeiro culto evangélico em terra brasileira. Sendo que antes em 19/08/1955 em Petrópolis-RJ o Missionário Robert Kalley e sua esposa Drª Sarah P. Kalley da Igreja Congregacional realizaram a primeira Escola Bíblica Dominical.

A segunda fase de tais reuniões deus-e durante o domínio holandês no Nordeste-1639 por protestantes da Igreja Reformada Holandesa, quando vários núcleos evangélicos foram estabelecidos naquela região.

Na mesma época foram realizados cultos na Bahia, por ocasião da primeira invasão holandesa. Tudo isso cessou com o fim dos mencionados domínios e a feroz campanha de extinção movida pela Igreja Romana.

Fonte de Pesquisa: O Protestantismo, A Maçonaria e a Questão Religiosa no Brasil - David Gueiros Viera -UnB.
História da Cidadania - Jaime Pinsky - Contexto
Teologia Sistemática, história e filosofia - Alister E. Mcgrath - Shedd.
Sociologia da Educação - Nelson Piletti - Ática
História da Educação - Roger Gal - Universidade hoje

(José Lopes de Oliveira é Teólogo, Pedagogo, Psicopedagogo, Mestrando Ciência da Educação - Miss da JMN/CBB)

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

FILOSOFIA E RELIGIÃO

Outro dia ouvi um amigo comentar no meio de um de suas preleções, a respeito de seus colegas professores e alunos,  o motivo dele ser pastor e professor de filosofia. então disse ele: "pastor também pensa".

Penso eu, que a solução positiva desta dificuldade de muitos entenderem, não entenderem pode ser encontrada na consideração do modo de ser e de agir de Deus diferente daquele modo  que encontramos no mundo.

Deus compenetra intimamente o ser e o agir de todo o mundo. Seu ser e seu agir não estão ao lado mas dentro e acima de todo o criado; é um ser e agir diferente.

Há ainda a questão da religião. O Deus dos filósofos - infinito, necessário, o ser que tudo funda e causa - pode ser identificado com o Deus dos cristãos - Pai amoroso e Salvador, com quem os cristãos estão certos de falar na pregação. O Deus da religião se distingue da Causa do mundo dos filósofos num ponto decisivo: Ele é Santo. O que seja santo e santidade ninguém é capaz de dizer com exatidão, tão pouco como nos podem dizer o que é dor ou doloroso. Mas é um fato na consciência do homem, se acha esse conceito de SANTO.

Tudo que podemos afirmar filosoficamente sobre Deus é reconhecido também pelo homem religioso; e este sabe a respeito de Deus muito mais que os maiores metafísicos.

Platão, afirma que  existe alguma coisa que está além da filosofia. Se for crente - receberá da religião a resposta para muitos de seus angustiantes problemas. Seu conceito de Deus não será por ela rejeitado, tornando-se somente mais completo e vital.

Se desejar aprofundar mais sobre o Tema  pesquise o livro: Diretrizes do Pensamento Filosófico de J.M. Bochenski. Editora Herder, 1967 - 3ª edição.

Boa leitura e boa reflexão.
Pr/Prof. J.Lopes é Missionário da JMN/CBB na Região Noroeste e Oeste da Capital Paulista.



sábado, 31 de agosto de 2013

SÍNTESE FILOSÓFICA (Prof. Lopes)

FILOSOFIA – UTILIDADE
BUSCA DO CONHECIMENTO RACIONAL +/- 1000 a.C


Estímulo do pensamento;
Questionamento;
Descoberta;
Ampliação continuada do conhecimento;
Desmascarar a verdade absoluta;
Enriquecer sua visão de outras hipóteses de vida ou crenças;
Levantamento de diversas hipótese ou verdade;
Refletir sobre algo;
Postura crítica
Como devo agir.

Para Aristóteles a Física partiu da Filosofia que busca compreender a essência das coisas materiais constituídas pelos quatro elementos (Ar, água, terra e fogo), que se encontram em constante movimento retilíneo em direção ao centro da terra ou em sentido contrário a ela.

O movimento é compreendido como a transição do corpo em busca do estado de repouso, que é o seu lugar natural. Dessa forma, os corpos pesados como a terra e a água, tendem para baixo, para o centro. Pois este é o seu lugar natural.

A CIÊNCIA NA IDADE MÉDIA

A ciência medieval seguiu o modelo o pensamento greco-romano, ou seja, foi uma ciência “contemplativa”, desligada do técnico.

A idade média desprezou o trabalho manual. A natureza dentro dessa concepção o homem pensava “religiosamente” na sua existência e o mundo que o cercava.

Na Teologia medieval, a igreja romana, era a autoridade máxima em matéria do conhecimento humano. A Filosofia estava profundamente ligada ao pensamento Teológico.

A REVOLUÇÃO CIENTÍFICA

A Revolução Científica teve início no século XVII, no período que seguiu o Renascimento Cultural.

ALGUNS ACONTECIMENTOS DESSE PERÍODO

·        Surgimento da burguesia e das primeiras cidades;
·        Surgimento de um modelo econômico – o capitalismo.

O homem que surge neste período histórico, quer pensar por si mesmo, sem a intervenção da igreja, da religião ou das autoridades antigas. Então, ocorre a “Secularização do pensamento-centralização do pensamento”
·        Secularização – Pensamento não religioso, é o olhar pelos olhos da razão e não mais pelos olhos da religião.

PRINCIPAIS ACONTECIMENTOS OU DESCOBERTAS NO PERÍODO DENOMINADO “REVOLUÇÃO CIENTÍFICA.

·        Galileu Galilei – Confirma a hipóteses do heliocentrismo. O sol é o centro do Universo.
·        Inquisição Religiosa – a igreja obriga àqueles que pensavam diferente aos seus ensinos a se retratarem publicamente.
·        A Física introduz o uso da experimentação e da matematização de suas pesquisas.
·        No século XVII – surge a Química
·        No século XIX – surge as ciências biológicas e a medicina.
·        No século XIX – surge a sociologia com August Connt – foi o pai do positivismo – corrente filosófica, que valorizou a ciência – o cientificismo – o que se pode conhecer da realidade e agir sobre ela.
CONCLUSÃO: O cientificismo predomina até hoje, ou seja, a crença nas potencialidades cientificas para a solução de todos os problemas humanos.


PRINCIPAIS PERÍODOS DA HISTÓRIA DA FILOSOFIA

FILOSOFIA ANTIGA: é o período do nascimento filosófico, nos séculos VII e VI a.C, com Tales de Mileto.
Surge nesse primeiro momento o chamado Período Clássico da Filosofia. Com os Filósofos mais importantes da Grécia Antiga: Sócrates, Platão e Aristóteles.

Com esses Filósofos os temas da Filosofia passaram a ser: Ética, Política, dentro de outros assuntos relacionados nas questões humanas.

Sócrates, Platão e Aristóteles, eram Filósofos que acreditavam na capacidade da razão em bem dirigir a vida humana. Pensando e refletindo o homem chegaria ao conhecimento da verdadeira essência de todos os assuntos.
FRASE: “Avida não refletida, não merece ser vivida”.

Esses filósofos refletiram sobre todos assuntos relacionados à vida humana, buscando definir corretamente todos os assuntos, afim de alcançar um correto entendimento da vida. O que é a verdade? O que é a justiça? O que é o amor? O que é a política? Qual é a melhor forma de governar?
Qual era o método desses filósofos para buscar a verdade, ou seja, para pensar corretamente? “O diálogo”. Por meio do diálogo na Grécia chamado de “dialética” aperfeiçoaram o pensamento, buscando ideias sobre os assuntos que queriam conhecer.

O pensamento não é correto, quando não há contradição, pois uma coisa não pode ser e não ser ao mesmo tempo. Ou é ou não é.

Para Platão, a vida para ser bem vivida, deveria ser dirigida pela razão: “Pensar bem para viver bem”.
O melhor caminho para seguir era o que nos conduziria para o mais alto. Ou seja, para os melhores objetivos.
Platão, via a realidade do mundo dividido em duas partes: físico ou material e a parte invisível ou espírito.
Denominamos essa divisão da realidade do mundo em dicotomia.

                             Mundo físico real.
Dicotomia:
                              Mundo espiritual ideal 

Para Platão, tudo o que é material é imperfeito, pois não permanece sempre idêntico a si mesmo.

FILOSOFIA DA RELIGIÃO

Desde que o homem se diferenciou do animal, tornou-se religioso ou seja, ele percebeu que na natureza havia algo além da realidade e, em si mesmo, algo que estava além da morte.
Durante milhares de anos esse sentimento se deturpou de maneira estanha. Para certas raças ele não podia ira além da crença em feiticeiros, sobre a forma primitiva, que ainda hoje encontramos em certas regiões da Oceania e entre alguns povos, o sentimento religioso culminou nas violentas cenas de sacrifícios humanos que formaram o caráter da Antiga Região.

Outros países principalmente no Continente Africano não ultrapassaram o fetichismo, ou seja, a adoração de um objeto material a que se atribuíram poderes sobrenaturais.

Ernest Renan-1861, Em sua literatura, reconheceu o Ser humano como Ser religioso. E que a religião passou por diferentes estágios.

Quando estudamos Filosofia da Religião, devemos ter em mente que o conceito de Deus foi um dos primeiros problemas filosóficos. Muitos sistemas dependem desse conceito para o seu desenvolvimento.

ARGUMENTOS RACIONAIS PARA PROVAR A EXISTÊNCIA DE DEUS.


Lembre-se: Os argumentos racionais são as construções racionais do pensamento, da reflexão.
Deus existe porque ELE é o princípio de tudo, a criação não pode ter vindo do nada.
Deus existe porque todos os povos têm uma religião.

ARGUMENTOS EMOCIONAIS
Para provar a existência de Deus. Os argumentos emocionais são aqueles que dependem do sentimento, da subjetividade, da intimidade de cada pessoa.
Deus existe porque posso senti-lo no coração.
Deus existe porque acredito que ELE existe.

Os primeiros filósofos gregos explicaram a existência de Deus quando buscaram uma causa para a existência do mundo. Deus é a causa do mundo.

PLATÃO – Deus é o criador do mundo, antes do mundo existir, havia ideias perfeitas e eternas, as quais por bondade divina, foram copiadas na matéria, embora as cópias não sejam perfeitas.


BIBLIOGRAFIA
 CHAUI, Marilena.  Filosofia série Novo Ensino Médio. Volume Único- São Paulo, Editora Átioca,2004
_______, Introdução à História da Filosofia – dos Pré-socráticos a Aristóteles, Volume 1. São Paulo Cia da Letras.

COTRIM, g. Fundamentos da Filosofia: História e Grandes Temas. São Paulo, Editora Saraiva, 7ªEdição, 2005

Larousse Cultural. Grande Enciclopédia, Volume 22, 1998





O USO DO GINSENG AJUDA NA MELHORA DE PACIENTES ACOMETIDOS COM CÂNCER e SOBREVIVENTES AO TRATAMENTO

Pacientes com câncer e sobreviventes de tratamentos de câncer, muitas vezes se sente muito cansado ou preguiçoso, mas depois de usar suplementos de ginseng por dois meses, os participantes indicaram que eles notaram uma melhora significativa em sua condição. Autor do estudo, o Dr. Debra Barton, da Clínica Mayo em Rochester, Minnesota, disse que quase todos os pacientes com câncer pode experimentar fadiga e este sentimento pode durar vários anos.
Normalmente, os pacientes muitas vezes optam por suplementos como a coenzima Q-10, L-carnitina e guaraná, mas tem estudos que suportam os efeitos obtidos.
A resposta foi analisado em 364 doentes com fadiga associada a cancro. Um grupo de pacientes recebeu 2,000 mg diários de Wisconsin ginseng, durante oito semanas, enquanto o outro grupo utilizado um placebo. Ambos os grupos responderam a questionários com uma escala máxima de 100 pontos, e todos os pacientes começaram a prova com 40 pontos.
Verificou-se que após oito semanas grupo tratado ginseng aumentada em testes de 20 pontos em comparação com 10 que o grupo de controle fizeram. Não houve efeitos adversos, como náuseas, vômitos e ansiedade.
Dr. Catherine Alfano, vice-diretor do Instituto de Oncologia Pacientes Survival National Cancer Institute, Bethesda, Maryland, indica que o ginseng age contra inflamações ", e pensei que a inflamação explica a fadiga associada com o câncer."
O estudo foi publicado no Journal of the National Cancer Institute.

sábado, 24 de agosto de 2013

Alegoria da Caverna

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Para explicar o movimento de passagem de um grau de conhecimento para o outro, no Livro VII da República, Platão narra o Mito da Caverna, alegoria da teoria do conhecimento e da paideia platônicas. Para conhecermos esse mito, precisamos retomar, noutro nível, a exposição da teoria do conhecimento feita nas aulas anteriores, pois essa versão apresentada deixou de lado a beleza, a dramaticidade e as metáforas que tecem o Livro VI da República.
Para dar a entender ao jovem Glauco o que é e como se adquire o conhecimento verdadeiro, Sócrates começa estabelecendo uma analogia entre conhecer e ver.
Ilustação do Mito da Caverna
Todos nossos sentidos, diz Sócrates, mantêm uma relação direta com o que sentem. Não é esse, porém, o caso da visão. Para que a visão se realize, não bastam os olhos (ou a faculdade da visão) e as coisas coloridas (pois vemos cores e são elas que desenham a figura, o volume e as demais qualidades da coisa visível), mas é preciso um terceiro elemento que permita aos olhos ver e às coisas serem vistas: para que haja um visível visto é preciso a luz. A luz não é o olho nem a cor, mas o que faz com que o olho veja a cor e que a cor seja vista pelo olho. É graças ao Sol que há um mundo visível. Por que as coisas podem ser vistas? Porque a cor é filha da luz. Por que os olhos são capazes de ver? Porque são filhos do Sol: são faróis ou luzes que iluminam as coisas para que se tornem visíveis. A visão é, assim, uma atividade e uma passividade dos olhos. Atividade, porque é a luz do olhar que torna as coisas visíveis. Passividade, porque os olhos recebem sua luz do Sol.
Conhecer a verdade é ver com os olhos da alma ou com os olhos da inteligência. Assim como o Sol dá sua luz aos olhos e às coisas para que haja mundo visível, assim também a ideia suprema, a ideia de todas as ideias, o Bem (isto é, a perfeição em si mesma) dá à alma e às ideias sua bondade (sua perfeição) para que haja mundo inteligível. Assim como os olhos e as coisas participam da luz, assim também a alma e as ideias participam da bondade (ou perfeição) e é por isso que a alma pode conhecer as ideias. E assim como a visão é passividade e atividade do olho, assim também o conhecimento é passividade e atividade da alma: passividade, porque a alma precisa receber a ação das ideias para poder contemplá-las; atividade, porque essa recepção e contemplação constituem a própria natureza da alma.
Assim como na treva não há visibilidade, assim também na ignorância não há verdade. A  e a  são para a alma o que a cegueira é para os olhos e a escuridão é para as coisas: são privações (privação de visão e privação de conhecimento).
Sob a analogia da luz, a diferença entre o sensível e o inteligível se apresenta assim:
MUNDO SENSÍVELMUNDO INTELIGÍVEL
Sol
Luz
Cores
Olhos
Visão
Treva, cegueira
Privação de luz
Bem
Verdade

Ideias
Alma racional ou inteligência
IntuiçãoIgnorância, opinião 
Privação de verdade
Essa analogia é o tema do Mito da Caverna, narrado por Sócrates a Glauco para fazê-lo compreender o sentido da paideia filosófica, isto é, da dialética e do conhecimento verdadeiro.
Imaginemos, diz Sócrates, uma caverna subterrânea separada do mundo externo por um alto muro. Entre este e o chão da caverna há uma fresta por onde passa alguma luz exterior, deixando a caverna na obscuridade quase completa.
Desde seu nascimento, geração após geração, seres humanos ali estão acorrentados, sem poder mover a cabeça na direção da entrada, nem se locomover, forçados a olhar apenas a parede do fundo, vivendo sem nunca ter visto o mundo exterior nem a luz do Sol, sem jamais ter efetivamente visto uns aos outros, pois não podem mover a cabeça nem o corpo, e sem se ver a si mesmos porque estão no escuro e imobilizados. Abaixo do muro, do lado de dentro da caverna, há um fogo que ilumina vagamente o interior sombrio e faz com que as coisas que se passam do lado de fora sejam projetadas como sombras nas paredes do fundo da caverna.
Do lado de fora, pessoas passam conversando e carregando nos ombros figuras ou imagens de homens, mulheres, animais cujas sombras também são projetadas na parede da caverna, como num teatro de fantoches. Os prisioneiros julgam que as sombras de coisas e pessoas, os sons de suas falas e as imagens que transportam nos ombros são as próprias coisas externas, e que os artefatos projetados são seres vivos que se movem e falam.
Nesse ponto, Glauco diz a Sócrates que o quadro descrito por ele lhe parece algo estranho, incomum e inusitado. Sócrates, porém, diz-lhe que os prisioneiros "são semelhantes a nós". E prossegue. Os prisioneiros se comunicam, dando nomes às coisas que julgam ver (sem vêlas realmente, pois estão na obscuridade) e imaginam que o que escutam, e que não sabem que são sons vindos de fora, são as vozes das próprias sombras e não vozes dos seres reais. Qual é, pois, a situação dessas pessoas aprisionadas?
Tomam sombras por realidade, tanto as sombras das coisas e dos homens exteriores como as sombras dos artefatos fabricados por eles. Essa confusão, porém, não tem como causa a natureza dos prisioneiros e sim as condições adversas em que se encontram. Por isso Sócrates indaga: que aconteceria se fossem libertados dessa condição de miséria e, "retornando à sua natureza, pudessem ver as coisas e ser curados de sua ignorância?".
Essa pergunta é um tanto grave. De fato, para os prisioneiros, o único mundo real é a caverna, portanto, a obscuridade na qual não podem se ver nem ver os outros não é percebida como tal e sim experimentada como realidade verdadeira. E a caverna é para elestodo o mundo real, pois não sabem que o que vêem na parede do fundo são sombras de um outro mundo, exterior à caverna, uma vez que não podem virar a cabeça para ver que há algo lá fora e que é de lá de fora que outros homens lhes enviam imagens e sons.
Ora, se para os prisioneiros o mundo real é a caverna, como poderiam sair da ilusão se não sabem que vivem nela?
Um dos prisioneiros, inconformado com a condição em que se encontra, decide abandoná-la. Fabrica um instrumento com o qual quebra os grilhões. De início, move a cabeça, depois o corpo todo; a seguir, avança na direção do muro e o escala. Enfrentando as durezas de um caminho íngreme e difícil, sai da caverna. No primeiro instante, fica totalmente cego pela luminosidade do Sol, com a qual seus olhos não estão acostumados. Enche-se de dor por causa dos movimentos que seu corpo realiza pela primeira vez e pelo ofuscamento de seus olhos sob a ação da luz externa, muito mais forte do que o fraco brilho do fogo que havia no interior da caverna. Sente-se dividido entre a incredulidade e o deslumbramento. Incredulidade porque está obrigado a decidir onde se encontra a realidade: no que vê agora ou nas sombras em que sempre viveu. Deslumbramento (literalmente: ferido pela luz) porque seus olhos não conseguem ver com nitidez as coisas iluminadas. Seu primeiro impulso é retornar à caverna para livrar-se da dor e do espanto. Embora esteja reconquistando sua verdadeira natureza, o sofrimento que essa reconquista lhe traz é tão grande que se sente atraído pela escuridão, que lhe parece mais acolhedora. Além disso, precisa aprender a ver e esse aprendizado é doloroso, fazendo-o desejar a caverna, onde tudo lhe é familiar e conhecido.
A descrição platônica é dramática: o caminho em direção ao mundo exterior é íngreme e rude; o prisioneiro libertado sofre e se lamenta de dores no corpo; a luz do Sol o cega; ele se sente arrancado, puxado para fora por uma força incompreensível. Platão narra um parto: o parto da alma que nasce para a verdade e é dada à luz.
Sentindo-se sem disposição para regressar à caverna por causa da rudeza do caminho, o prisioneiro permanece no exterior. Aos poucos, habitua-se à luz e começa a ver o mundo. Encanta-se, tem a felicidade de finalmente ver as próprias coisas, descobrindo que estivera prisioneiro a vida toda e que em sua prisão vira apenas sombras. Doravante, desejará ficar longe da caverna para sempre e lutará com todas as suas forças para jamais regressar a ela. No entanto, não pode evitar lastimar a sorte dos outros prisioneiros e, por fim, toma a difícil decisão de regressar ao subterrâneo sombrio para contar aos demais o que viu e convencê-los a se libertarem também.
Assim como a subida foi penosa, porque o caminho era ingrato e a luz, ofuscante, também o retorno será penoso, pois será preciso habituar-se novamente às trevas, o que é muito mais difícil do que se habituar à luz. De volta à caverna, o prisioneiro fica cego novamente, mas, agora, por ausência de luz. Ali dentro, é desajeitado, inábil, não sabe mover-se entre as sombras nem falar de modo compreensível para os outros, não sendo acreditado por eles. Torna-se objeto de zombaria e riso, e correrá o risco de ser morto pelos que jamais se disporão a abandonar a caverna. Impossível aqui não identificar a figura de Sócrates na do prisioneiro que se liberta, retorna e é morto pelos homens das sombras.
A caverna, explica Sócrates a Glauco, é o mundo sensível onde vivemos. O fogo que projeta as sombras na parede é um reflexo da luz verdadeira (do Bem e das ideias) sobre o mundo sensível. Somos os prisioneiros. As sombras são as coisas sensíveis, que tomamos pelas verdadeiras, e as imagens ou sombras dessas sombras, criadas por artefatos fabricados de ilusões. Os grilhões são nossos preconceitos, nossa confiança em nossos sentidos, nossas paixões e opiniões. O instrumento que quebra os grilhões e permite a escalada do muro é a dialética. O prisioneiro curioso que escapa é o filósofo. A luz que ele vê é a luz plena do ser, isto é, o Bem, que ilumina o mundo inteligível como o Sol ilumina o mundo sensível. O retorno à caverna para convidar os outros a sair dela é o diálogo filosófico, e as maneiras desajeitadas e insólitas do filósofo são compreensíveis, pois quem contemplou a unidade da verdade já não sabe lidar habilmente com a multiplicidade das opiniões nem se mover com engenho no interior das aparências e ilusões.
Os anos despendidos na criação do instrumento para sair da caverna são o esforço da alma para libertar-se. Conhecer é, pois, um ato de libertação e de iluminação. A paideia filosófica é uma conversão da alma voltando-se do sensível para o inteligível. Essa educação não ensina coisas nem nos dá a visão, mas ensina a ver, orienta o olhar, pois a alma, por sua natureza, possui em si mesma a capacidade para ver.
O Mito da Caverna apresenta a dialética como movimento ascendente de libertação do olhar intelectual que nos livra da cegueira para vermos a luz das ideias. Mas descreve também o retorno do prisioneiro para convidar os que permaneceram na caverna a sair dela, ensinando-lhes como quebrar os grilhões e subir o caminho. Há, assim, dois movimentos: o de ascensão (a dialética ascendente), que vai da imagem à crença ou opinião, desta para as matemáticas e destas para a intuição intelectual e a ciência; e o do descenso (a dialética descendente), que consiste em praticar com outros o trabalho para subir até às ideias.
Os olhos foram, portanto, feitos para ver, a alma foi feita para conhecer. Os primeiros estão destinados à luz solar, a segunda, à fulguração/revelação da ideia. A dialética é a técnica que liberta os "olhos do espírito".
O relato da subida e da descida expõe a paideia como dupla violência necessária para a liberdade e para a realização da natureza verdadeira da alma: a ascensão é difícil, dolorosa, quase insuportável; o retorno à caverna, uma imposição terrível à alma libertada, agora forçada a abandonar a luz e a felicidade. A dialética, como toda técnica, é uma atividade exercida contra uma passividade, é um esforço para obrigar uma dÚnamij  a se atualizar, um trabalho para concretizar um fim, forçando um ser a realizar sua própria natureza. No Mito da Caverna, a dialética leva a alma a ver sua própria essência ou forma (), isto é, conhecer, vendo as essências ou formas, para descobrir seu parentesco com elas, pois a alma é parente da ideia como os olhos são parentes da luz.

Bibliografia

PRÉ-SOCRÁTICOS, Col. "Os Pensadores", vol. 1, seleção de textos e supervisão do prof. Dr. José Cavalcante de Souza, São Paulo,
Abril Cultural, 1978.

Bibliografia Complementar

CHAUI, M. Filosofia, Série Novo Ensino Médio, Volume Único, São Paulo, Editora Ática, 2004.
CHAUI, M. Introdução à História da Filosofia - dos pré-socráticos a Aristóteles, Volume 1, São Paulo, Cia. das Letras, 2002.
COTRIM, G. Fundamentos da Filosofia: História e Grandes Temas, São Paulo, Ed. Saraiva, 7a tiragem, 2005.
KIRK, G.S., RAVEN, J. E. & SCHOFIELD, M. Os filósofos pré-socráticos, Lisboa, Fund. Calouste Gulbenkian, 1994