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sábado, 24 de dezembro de 2011

A PALMADA

Acaba de ser aprovada na Câmara dos Deputados uma PLC que proíbe os pais a darem palmadas nos seus filhos. Na exposição de motivos do citado projeto reside a tese de que “violência gera violência”. Creio que ninguém dentro dos padrões da razoabilidade seria a favor de quaisquer práticas violentas contra o próximo, muito menos quando este é um dos “pequeninos” de Jesus. Todo tipo de violência deve ser coibida incontinente. 

Os cristãos sempre foram em defesa da paz. Martin Luther King, Jr, pastor batista, é conhecido pelo seu discurso de ação contundente mas pacífica. Nosso Mestre Jesus nos ensina a darmos a outra face quando formos agredidos. Os cristãos costumam saudar-se uns aos outros com “A paz do Senhor”. Deus é também conhecido como “Jeová Shalom” (o Deus da paz). 


Portanto, não há como rasgar o tecido que une o seguidor de Jesus aos ternos da paz. Ser evangélico é abominar a violência e tornar-se atalaia da paz, paladino em defesa dos homens, causídico dos inocentes, advogado das crianças. A epístola de Tiago chega a afirmar que a verdadeira religião é visitar os órfãos. “A religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: Visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações, e guardar-se da corrupção do mundo.” (tg. 1:27).Ou seja, uma das principais vocações da fé é cuidar das crianças, principalmente se forem destituídas, devidos às vicissitudes da vida, de consolo e presença paternas. Não há como desvincular a fé ao amor ao próximo e ao zelo para com os de menor maturidade. Caso isso acontece, poderemos ser questionados se estamos vivendo uma religião pura realmente ou se ela não está eivada de nulidades e manchas que atestem sua falsidade.  Veja o que Jesus disse sobre os infantes e seu cuidado para com eles: “Mas, qualquer que escandalizar um destes pequeninos, que creem em mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma mó de azenha, e se submergisse na profundeza do mar”. (Mateus 18:6)

            Não obstante a realidade do que fora até aqui dito, ninguém pode se imiscuir em relação aos instrumentos educativos familiares e métodos utilizados pelos pais para disciplinar seus filhos. A Bíblia é rica em orientar os pais a criarem seus filhos em submissão e obediência, e indica, inclusive, o uso de correção física para tal.   

“Não retires a disciplina da criança; pois se a fustigares com a vara, nem por isso morrerá. Tu a fustigarás com a vara, e livrarás a sua alma do inferno. 
(Provérbios  23:13-14)
“A estultícia está ligada ao coração da criança, mas a vara da correção a afugentará dela”. (Provérbios 22:15)
“O que não faz uso da vara odeia seu filho, mas o que o ama, desde cedo o castiga”. 
(Provérbios 13:24)
A vara e a repreensão dão sabedoria, mas a criança entregue a si mesma, envergonha a sua mãe. (Provérbios 29:15)

            É claro que não se está falando aqui em agressões violentas, como: socos, murros, choques, ferimentos, tortura. Tudo isso é diabólico e já está contemplado com tipos penais apropriados a sua repressão. O que a Palavra de Deus nos orienta é que em determinadas situações os pais podem utilizar de maneira moderada e temperada pelo bom senso do castigo físico: as conhecidas palmadas. 

O sacerdote Eli foi alijado do seu ministério porque deixou de disciplinar seus filhos. Talvez fosse um dos modernos de sua geração, delegando os cuidados de sua prole a terceiros ou fosse um dos sequazes da “não disciplina”. 
Se o Estado quiser se imiscuir nesta seara da vida dos cidadãos vai cometer grande erro. Primeiro, porque os cristãos que levam a Bíblia realmente a sério não se deixarão levar por leis que contrariem as Escrituras; segundo: ao se sentirem ameaçados, alguns pais, deixarão seus filhos ao bel prazer de suas vontades, muitas vezes equivocadas, forçando a educá-los sem meios coercitivos e onde não há algum tipo de coação não há ordem. Isso é princípio inclusive na política pública. A tese da anarquia nunca vingou, mas querer Proudhonizar agora as famílias é incorrer em enorme risco à saúde da sociedade. 

            Fui criado por pais extremamente zelosos e amorosos. Minha família é para mim fonte de inspiração. Um lar com um pai completamente dedicado e uma mãe que praticamente investiu seus dias em nosso favor. Contudo, não por somente uma vez, fui castigo com palmadas. Muitas vezes, senti as dores das palmadas paternas, que não objetivava o meu sofrimento, mas minha educação e correção. Mas coitado de meu pai, se esse Projeto de Lei estranho fosse aprovado em sua juventude: teria que ir ao psiquiatra e fazer acompanhamento psicológico e eu teria que ser alvo de estudos e terapia para tirar o meu trauma. Mas que trauma? Eu não tenho trauma nenhum, mas um imenso, enorme, soberbo amor por meus queridos pais. Se eles fossem punidos pelo bem que me fizeram, iria pedir às autoridades que me fizessem estar condenado ao lado deles para todo sempre, pois sempre foram, debaixo de Deus, e ao lado de esposa e filho, meus melhores amigos. Obrigado, meu pai, pelas palmadas nas horas certas.
           
Aquele que não fazer uso nalgumas situações de castigos físicos serão envergonhados mais tarde por seus próprios filhos. Sem disciplina e coerção não há ordem. Talvez, os nossos deputados não se deixarem aperceber acerca do que estavam votando, quiçá os representantes dos Estados possam se dar conta da importância do tema e não se deixem levar por sofismas e teses destituídas de rigor científico defendidas por atores, atrizes e animadores infantis, que sabem fazer rir, chorar e falar diante do grande público, mas que não são autoridades em diversas outras áreas. 
Vamos fazer uma pesquisa profunda. Vamos ver casos de homens de bem que receberam palmadas de seus pais, vamos analisar melhor, vamos olhar para algumas famílias estruturadas e pesquisar, vamos ser rigorosos e não nos deixar levar por algumas defesas de amadores da pedagogia.
Agora, imagine uma coisa: O estado quer impedir a punição dos filhos, mas vai punir aqueles que infringirem a lei. Uma incoerência. Que tal se caminhássemos na mesma direção. Se o pai não pode punir o filho, que tal o estado não punir os malfeitores? Mas se cometer o “desatino” de dar uma palmada na minha criança por amor, serei punido. Se punir é errado, abram-se os presídios, tirem as multas de trânsito, queimem-se os juros, baixem-se as hipotecas. Mas muitos que lotam os presídios, foram punidos hoje por não terem sido na infância, ou então foram criados por homens destituídos de sabedoria que não davam palmada, mas os violentavam.

Oro a Deus para que não seja aprovada essa proposta no Senado Federal e proponho que se faça a substituição do texto para que fique claro que palmada e castigos não violentos não são agressões a crianças. Que Deus auxilie os nossos governantes...


Fonte:Tarquino