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domingo, 17 de novembro de 2013

CRIANÇAS SURDAS

MAESTRIA EM EDUCACIÓN – UNIVERSIDADE INTERNACIONAL IBEROAMERICANA (FUNIBER)
ALUNO: JOSÉ LOPES DE OLIVEIRA
PROFESSORA: ANDRÉIA MACHADO
DISCIPLINA: FATORES DE APRENDIZAGEM – MAPA CONCEITUAL

DATA: 31/10/2013


CRIANÇAS SURDAS

A LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais) é um código de comunicação, uma língua, como o inglês ou o espanhol.
Atualmente, devido às demandas sociais, exige-se que, em todos os ambientes, haja profissionais que promovam a acessibilidade aos surdos.
A Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) é a língua natural da maioria dos surdos brasileiros e é reconhecida no Brasil pela Lei 10.436/2002 e pelo Decreto-lei 5.626/2005

OBJETIVO
Adquirir noções e identificar os conceitos básicos relacionados à LIBRAS e compreender o que é a LIBRAS e saber da sua importância na formação da pessoa surda.
Tornar o indivíduo preocupado com a inclusão social, conhecendo a cultura surda, bem como a importância desta língua para a comunidade surda.

METODOLOGIA
Através da conversação (sinais) em LIBRAS, proporcionando aos leitores o conhecimento da cultura da língua de sinais.

O QUE É LIBRAS?
A LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais) teve sua origem na Língua de Sinais Francesa. As línguas de sinais não são universais como muitos pensam; cada país possui sua própria língua de sinais que sofre as influências da cultura nacional. Como qualquer outra língua, ela também possui expressões que diferem de região para região (regionalismo), o que a legitima ainda mais como língua.
Piaget dizia que não sabia como melhor alfabetizar a criança: se por meio da abordagem sintética ou por meio da abordagem analítica. Porém, sabia como descobrir: unindo o trabalho de um psicólogo experimental ao de um pedagogo e colocando ambos para conduzirem estudos experimentais a respeito.
No Brasil, durante os últimos 30 anos, a psicologia tem falhado em promover a reforma fônica na pedagogia por mostrar baixa competência em pesquisa experimental de avaliação e intervenção educacional.

O Programa Nacional de Desenvolvimento Escolar do surdo Brasileiro – PANDESB, apoiado e financiado pelo CNPq, Capes e Inep, durante 15 anos avaliaram cerca de 9.200 alunos surdos entre 6 a 40 anos de idade, da educação infantil ao final do ensino superior, quinze estados foram alcançados pela pesquisa.

QUAIS FORAM OS RESULTADOS
A pesquisa apontou que crianças surdas se desenvolvem mais e melhor em escolas bilíngues do que em escolas comuns, e não apenas em Libras.
A inclusão é ótima para crianças com deficiência auditiva, mas não para a criança surda, esta desenvolve melhor em escolas bilíngues, onde professores e colegas são sinalizadores fluentes.

O lugar é uma comunidade escolar sinalizadora que permite o desenvolvimento da língua natural (que é a libra) aos surdos brasileiros, desde a educação infantil.
Estudos apontam que 95% das crianças surdas nascem de pais ouvintes, é nas escolas de educação infantil e de ensino fundamental bilíngues que elas irão adquirir e desenvolver a Libras.

Segundo Fernando Capovilla – USP/SP, durante 30 anos, o Brasil tem sido dominado por uma abordagem ineficaz, anacrônica e invariável em termos de neurociência cognitiva, que ignora todos os progressos desde a década do cérebro e que destoa do estado da arte do conhecimento científico sobre alfabetização em todo o mundo.

CONSENSO MUNDIAL PARA A ALFABETIZAÇÃO.
O consenso é de que na educação infantil de ouvintes e de deficientes auditivos devam ser desenvolvidos léxico semântico e fonológico e habilidades metafonológicas de modo lúdico; e que, na passagem da educação infantil para o ensino fundamental, se deva alfabetizar crianças ouvintes ensinando-as a ler por decifração-decodificação e a escrever por codificação, sendo que as formas fonológicas construídas pela decifração fluente passam a evocar o processo de reconhecimento fonológico.

Na educação de criança, o léxico semântico e o de sinais servirá de metalinguagem para a aquisição da escrita no ensino fundamental, que, por sua vez, propiciará a aquisição de leitura orofacial e, então, (inclusão) a partir do segundo ciclo fundamental.
Pois há diferença entre pessoa surda e deficiência auditiva. Deficiente auditivo é aquele cuja língua materna é o português, ou porque a perda auditiva não foi tão precoce
A pessoa surda é aquela cuja língua materna é a libra.

A Libras é a metalinguagem com a qual o português será adquirido já no final da educação infantil. É denominado de bilinguismo.

Segundo o PANDESB – Programa de Avaliação Nacional de Desenvolvimento, o deficiente auditivo prefere inclusão e vão melhor em inclusão. Eles se ressentem se forem tratados como surdos que precisam de sinais – e com razão e se identificam com a cultura dos ouvintes.

Já os surdos preferem escolas bilíngues para surdos e se desenvolvem mais e melhor nelas. Eles se ressentem se forem tratados como deficientes auditivos que não precisam de sinais, e com razão, eles se identificam com a cultura dos surdos.

Fonte de pesquisa: www.ip.usp.br/lance/index.html
Smith, Corinne & Lisa Strick – Dificuldades de Aprendizagem de A a Z – Artmed,2001
Eden Veloso e Valdeci Maia – Aprenda Libras com eficiência e rapidez. Ed. Mãos Sinais.  2011