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domingo, 3 de março de 2013

COM AS ARMAS QUE DEUS NOS DÁ TEREMOS VITÓRIAS SOBRE O INIMIGO

Prezados leitores, chegamos  na parte final do estudo expositivo do Livro aos Efésios, obrigado por sua participação, espero que tenha sido momentos agradáveis e que serviu para o seu elevo espiritual e edificação.  Boa leitura e que Deus por intermédio do Espírito Santo ilumine o vosso entendimento.

Efésios 6: 1- 24   

vv. 1-4 – Esse trecho tem o belo equilíbrio que esperamos encontrar na Palavra de Deus: os filhos devem obedecer aos pais, e os pais devem tratar os filhos de tal modo que estes se submetam àqueles. Os filhos devem obedecer aos pais por amor a Cristo, mesmo que os pais não sejam cristãos. Honrar pai e mãe é o único dos Dez Mandamentos que é seguido por uma promessa (Dt.5:16) e respalda essa ideia. Sem dúvida, os filhos cristãos não devem fazer nada imoral, ainda que os pais ordenem que façam. Nesse caso, os filhos devem obedecer a Deus, e não aos homens Atos 5:29. Os pais por sua vez, não devem ser excessivamente severos com os filhos nem ridicularizá-los: não provoqueis.

 vv. 5-9 Os princípios que Paulo ensinou para senhores e escravos ainda hoje se aplicam a empregadores e empregados. Ele, por duas vezes, aponta para esse importante princípio: nós não devemos procurar agradar pessoas 6:6. Nós não devemos fazer as coisas para que outros as vejam e, se estamos longe dos olhares dos outros, desleixar nossas afazeres. Nós devemos trabalhar como quem trabalha para Deus, que olha para nós o tempo todo (Ef.6:7). Deus não só repara no que fazemos, mas também recompensa tudo quanto fazemos (Ef.6:8).
As pessoas vão esquecer o quão rapidamente você fizer seu trabalho, mas elas vão lembrar o quão bem feito você o fizer. No fim das contas, nós trabalhamos para nós mesmos e para Deus.

v.5 – Grande parte da população do império romano era de servos ou escravos. Essas pessoas eram consideradas meros bens e podiam sofrer abusos e até ser mortas por seus senhores sem nenhuma investigação do Estado. Em contrapartida, a despeito das funções distintas, na Igreja, os senhores ricos e seus escravos partiam o pão juntos e comiam-no à mesa do Senhor, como pessoas com o mesmo valor. Sem dúvida, alguns escravos eram líderes espirituais com dons e ministravam a Palavra à pessoas que estavam muito acima deles na escala social.

v.6 – Não servindo à vista. Servos e senhores devem ser fielmente a Cristo, mesmo quando ninguém está observando. Afinal, Deus vê tudo o que fazemos e lhe prestaremos contas.
v.7 – Como a qualidade de nosso trabalho seria melhor se o fizéssemos em dedicação ao Senhor!

v.8 – A expressão receberá todo o bem que fizer se refere às recompensas futuras (Cl.3:23-25) que serão dadas por Deus àqueles que aqui nesta terra tiverem vivido de acordo com a Sua Palavra e, por meio de suas ações e palavras, tiverem dado testemunho de Seu evangelho.

v.9 – Os senhores cristãos não devem fazer ameaças aos seus servos, mas devem lembrar-se de que eles também são servos de um Senhor no céu muito superior, que é totalmente justo. O Senhor que está no céu é muito superior e totalmente justo.

6:10-20 -  COMO SE PODE DERROTAR O INIMIGO

Paulo trouxe um alerta no final de sua carta a respeito dos dias difíceis que seu povo iria enfrentar. Eles estariam enfrentando o próprio Satanás (6:12), o inimigo que fará qualquer coisa para parar o seu crescimento.
Ao invés de ficar lamentando a situação, ele oferece aos amigos efésios um plano específico. Eles não devem confiar em suas próprias forças, quando esse tempo se aproximar deles. Eles devem lembrar-se de que somente Deus pode vencer o Inimigo (6:10). Como um guerreiro, Deus cumpre o papel de defensor que Seu povo desesperado necessita. Ele será seu protetor, defensor, libertador e guia. Deus deixará à sua disposição seu exército e todo suporte de que necessitarem.

Paulo instrui seus leitores a se revestirem de toda a armadura de Deus, de maneira a permanecerem em pé e vencerem o Inimigo (vv.11-17). Servindo como tropas. Quando os líderes usam a lei da intuição, eles suprem seu povo com: 1) Uma estratégia para vencer vv 11,12; 2) consciência de quem é seu inimigo (v.12,13) Os recursos de que necessitam (v12); um plano de como usar os recursos que têm (vv.14-17); 5) Uma comunicação detalhada (vv.14-20).

v.10 – Fortalecei-vos, ou em outras palavras, sede fortes. A voz passiva do verbo no original sugere que nós mesmos não podemos fazer isso; só podemos ser fortalecidos pela graça do Senhor em nós, por meio de nossa fé que coopera com Ele.

v. 11 – Toda a armadura de Deus é a proteção do cristão contra o mal e o maligno. Paulo usou a armadura usada pelo soldado romano em combate como uma alegoria da proteção espiritual que o cristão desfruta, tendo a salvação, a justiça, o evangelho e a Palavra, a fé, a paz como poderosas armas à sua disposição para combater o bom combate e vencer. Ciladas do diabo são truques sutis de Satanás para enganar e enredar os cristãos na guerra espiritual (II Co 11:3).

v.12 – Nossa verdadeira batalha não é contra as pessoas, mas contra os seres espirituais demoníacos, que estão operando no mundo espiritual e por intermédio de pessoas que não se submetem a Cristo, embora elas talvez nem tenham consciência disto.

v.13- Para alguns, o dia mau é uma referência ao final dos tempos, quando o maligno iniciará uma campanha violenta contra Cristo e Seu exército. Uma visão mais comum é que qualquer luta espiritual na vida de um cristão pode estar em questão aqui.

v.14 – Os versículos 14-17 apresentam as seis peças da armadura espiritual. Quatro são mencionadas de modo específico, mas o cinturão e as sandálias estão implícitos.
Tendo cingidos os vossos lombos com a verdade. Os saldados cingiam-se com um cinto, do qual prendiam tiras de couro para proteger a parte inferior do corpo. A verdade é considerada fundamental por Paulo (4:15,25), porque um cristão desonesto não pode esperar resistir ao pai da mentira, o diabo. A verdade em questão aqui também é a integridade, demonstrada por meio da autenticidade e honestidade.
E vestido a couraça da justiça. Nos tempos romanos, a couraça, feita de couro duro ou metal, envolvia o corpo todo do soldado, para que todo o tórax fosse protegido (onde estão concentrados os órgãos vitais). A justiça que a couraça representa é tanto a justiça de Cristo, imputada a todos os cristãos, como as boas obras dos cristãos.

v.15 – Calçados os pés na preparação do evangelho da paz. Os pés de um soldado romano eram calçados com sandálias duras, de couro, que tinham tachas. Paulo usou essa imagem para representar a preparação do evangelho da paz. Isso pode significar que o evangelho é o firme fundamento no qual os cristãos devem apoiar-se, ou que o soldado cristão deve estar preparado para seguir o evangelho e levá-lo por onde andar, para propagá-lo.

v.16 – Tomando sobretudo o escudo da fé. Sobretudo pode significar que o escudo deve ser usado contra tudo, mas também que ele deve proteger toda a armadura. Normalmente, o escudo de um soldado romano media cerca de 80cm por 120cm. O escudo do cristão oferece proteção contra todos os dardos inflamados do maligno. As flechas com fogo não podiam atravessar o escudo do soldado da Roma antiga, nem os ataques de Satanás podem penetrar o coração e a mente do cristão que deposita sua fé em Deus.

v.17 – O capacete da salvação.  O capacete romano de modelo complexo protegia a cabeça do soldado e também fazia parecer mais alto e imponente.
A espada do Espírito é   arma de defesa e de ataque para o cristão. É a Palavra específica que precisamos desembainhar numa determinada situação para combater um golpe desferido contra nós e desarmar nosso oponente, fazendo penetrar nele. Para ter a Palavra precisa à mão, o cristão deve conhecer intimamente toda a Bíblia e saber manejá-la, usá-la bem.

vv.18-20 – Paulo, um homem de oração (Ef.1:15-23; 3:14-21), termina esta seção de sua carta para os cristãos de Éfeso com uma exortação para que se dediquem à oração.

v.18 – Sem a oração, toda a armadura seria inútil para os filhos de Deus. As orações gerais e as petições específicas no Espírito devem ser feitas por todos os cristãos e em todas as ocasiões, o que significa que devemos manter-nos orando em todo tempo. Devem lembrar-nos ainda de que, além das orações, perseveranças e paciência são essenciais.
v.19 – O apóstolo Paulo não se envergonhou de pedir aos outros cristãos que orassem para que ele tivesse a coragem e oportunidade de anunciar o evangelho. Mesmo estando na prisão, ele queria continuar a ser uma testemunha fiel do Senhor.

v.20 – Paulo era um embaixador em cadeias do evangelho de Cristo em Roma. Sua oração era para que ele pudesse falar livremente, como convém falar um embaixador do Rei dos reis.

vv.21-24 -  Saudações Finais. Os últimos versículos de Efésios revelam o apreço de Paulo pelo ministério de outros, especialmente o ministério de Tíquico (Cl.4:7). O fato de esta carta não terminar com saudações pessoais, como outras epístolas de Paulo (Rm16), pode indicar que essa era uma carta circular, destinada a várias igrejas em torno de Éfeso.

v.21- E para que saibais também a meu respeito. Uma das poucas referencias pessoais nesta epístola Tiquico. Evidentemente o portador da Carta.
V.22 – vo-lo enviei.  Paulo o envia, mas quando eles estivessem lendo a carta, já teria sido enviado. Paulo sabia o que estava passando, mas queria saber a respeito deles.
v.23 – Paz seja com os irmãos, e amor com fé. Só Deus pode dar essas qualidades.
v.24- Com todos os que amam sinceramente a nosso Senhor Jesus Cristo. Isto é, os crentes.


APLICANDO O CONCEITO DE SUBMISSÃO
Que tipo de submissão Paulo está defendendo nesta carta? Alguns afirmam que, em Efésios 5:21-6;4, Paulo está falando de submissão mútua. Eles apontam a expressão sujeitando-vos uns aos outros no temor de Deus v.21, como tema geral dos versículos 5.21 – 6.4. De acordo com essa visão, todos – marido  e esposa, pais e filhos, senhores e servo – sujeitam-se uns aos outros de maneiras diferentes.

Essa passagem, sem dúvida, ensina a resposta que os cristãos devem dar uns aos outros, conforme a visão da sujeição mútua. Está claro que Paulo desenvolve duas ideias em paralelo: a sujeição e a resposta apropriada daquele a quem a sujeição é dada.

Contudo, a visão sobre a sujeição mútua não reflete adequadamente o significado de sujeição no grego. O termo usado para sujeição tem origens militares, enfatizando a posição de quem está sob a autoridade de outro. Na Bíblia, essa palavra não implica uma sujeição forçada; pelo contrário, é uma sujeição voluntária a uma autoridade apropriada. Portanto, parece que Paulo está dizendo que a esposa deve colocar-se voluntariamente sob a autoridade do marido.

A mesma palavra é usada para descrever a sujeição voluntária de cristãos às autoridades governamentais (1ª Pe 2:13) e a sujeição de pessoas mais novas à sabedoria dos anciãos que presidem sobre elas (1ª Pe 5:5).

Nesta passagem, Paulo ilustra a sujeição da Igreja a Cristo. Depois de encorajar a esposa a sujeitar-se ao marido, ele afirma que os filhos devem obedecer aos pais, e os servos aos seus senhores. O apostolo descreve a sujeição deles sob o aspecto da obediência devida.

A ênfase maior de Paulo nesta passagem não está na sujeição do subordinado, mas no dever daqueles que exercem autoridade (de submeter-se a Cristo, para exercer essa autoridade de amor). Assim, o marido deve imitar o amor de Cristo. Os pais não devem provocar a ira nos filhos. Os senhores não deem ameaçar e maltratar seus servos.

O apóstolo afirma que servir é mais importante do que dominar sobre outros e, também nesse sentido, Cristo deve ser nosso exemplo. Embora, como Filho de Deus. Ele pudesse exigir a obediência de todos, serviu à humanidade (para dar o exemplo e ganhar nossa obediência voluntária). Ele chegou a lavar os pés de Seus discípulos (para ensinar-lhe que, mesmo tendo sido constituídos por ele como líderes do rebanho, deviam ser humildes e servos de todos, como seu Mestre (Jo 13:12-26).

Tendo em vista esses aspectos da submissão em Cristo. O marido deve amar a esposa e exercer uma autoridade temente a Deus; deve ser líder e servo ao mesmo tempo. Seu papel é estar sobre e junto a ela, presidindo, mas também levando-a em consideração; usando sua posição para dar-lhe a maior oportunidade de ter êxito.