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quinta-feira, 30 de agosto de 2012

A PARÁBOLA DOS PESCADORES SEM PEIXES


Era uma vez uma cidade que ficou conhecida como a cidade de pescadores que não pescavam. E havia muitos peixes naquelas águas. Na realidade, toda a área era cercada por rios e lagos cheios de peixes, todos famintos.

Semana após semana, mês após mês, ano após ano, os pescadores se reuniam para conversar sobre chamado para pescar, sobre a abundância de peixes e sobre como deveriam pescar.

Ano após ano, definiam cuidadosamente o que significava pescar; defendendo a pesca como uma ocupação e declaravam que pescar era sempre a principal função dos pescadores.

Eles procuravam continuamente  método e definições novos para a pesca. entretanto, eles só falavam a respeito da arte da pesca. Eles não pescavam.

Grandes, caros e elaborados centros de treinamento foram construídos, cujo propósito original e principal era ensinar pescadores a pescar. Ao longo dos anos, cursos foram oferecidos sobre a necessidade de pescar, a natureza da pesca, onde encontrar a pesca, a classificação da pesca, e as reações psicológicas do peixe.

Aqueles que ensinavam tinham Mestrado e Doutorado em piscicultura, mas os professores não pescavam. Eles apenas ensinavam a pescar: Ano após ano, depois de um treinamento entediante, muitos se formavam e recebiam sua licença de pesca.

Depois de um encontro sobre a necessidade de pescar; um jovem aluno saiu da reunião e foi pescar: No dia seguinte, disse que pescou dois peixes consideráveis. Ele foi premiado por sua pesca excelente e convidado a visitar todas as principais reuniões para contar como pescaram dois grandes peixes. Então largou a pesca para ter tempo de contar as suas experiências para outros pescadores e também para fazer um filme sobre a grande pesca. Ele também foi colocado na diretoria geral dos pescadores por causa de sua experiência notável.

É verdade que muitos  dos "pescadores" eram realmente sinceros e realmente estavam se sacrificando e passando por todo tipo de dificuldades. Além do mais, não estavam  eles seguindo o mestre, que  dissera: "Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens"? Imagine como alguns deles ficaram magoados quando um dia alguém se colocou à sua frente e sugeriu que aqueles que não pegavam peixes não eram realmente pescadores, independente do quanto diziam ser: Ainda assim aquilo parecia correto.

Alguém é pescador, se ano após ano  nunca pega um peixe? Alguém está seguindo, se não está pescando?
                                                                        Copilado da Revista APEC-  Por que Evangelizar Crianças?

                                                                                                                               (Autor Desconhecido)
Lembre-se: Só pega peixe quem  vai ao mar pescar. Só se alcança vidas para Cristo, indo às ruas e casas Evangelizando, Ensinando e Discipulando as pessoas. Mt. 28:18-20


terça-feira, 7 de agosto de 2012

DISPENSAÇÃO ECLESIÁSTICA II

Parábola do Tesouro - Mt. 13:44
Podemos entender que esse tesouro é a alma preciosa dos homens em todo o mundo, tal qual Israel foi para Deus um Tesouro. Sl.135:4; Êx.19:5; Ml. 3:17.

O tesouro sendo ocultado representa o homem perdido no meio de pecados. O campo é o mundo.

Quando o homem "foi vender tudo" ele figura Cristo que deixou a Sua glória na presença do Pai Fl. 2:-8 para "comprar" o campo, o mundo, pelo preço do seu próprio sangue. I Pe. 1:18,19; Jo.11:51. O gozo que o homem experimentou figura o gozo de Cristo ao ver os salvos, fruto do seu sofrimento. Hb.12:2. Seria a conversão duma grande multidão, a Igreja, a Sua esposa que com Ele reinara.

Na Parábola da Pérola  encontramos outra figura de Cristo sofrendo a fim de redimir o povo. As pérolas são formadas por ataque de parasitas ou por introdução dum corpo estranho, como seja um grão de areia, na estrutura muscular da ostra. Sentindo a dor que isso ocasiona, o organismo reage, cobrindo a área com uma secreção. A secreção endurece e logo vem outra camada da mesma substância. As sucessivas camadas então formam a pérola.

É uma ilustração da Igreja que também é formada pelo sofrimento de Jesus. Rm. 16:26; Ef.5:32. Tendo Cristo sofrido por ela, Ele também a prepara para apresentação a Si mesmo. Ef. 5:25-27

Na Parábola da Rede - Mt. 13:47-50  Temos uma nítida representação da separação entre os bons e os ruins na consumação dos séculos, provavelmente durante a Grande Tribulação. É a hora em que tudo que "serve de pedra de tropeço" será lançado fora. Essa parábola tem um paralelo na descrição da ceifa e da vindima da terra, em Ap.14:14-20. Os anjos serão os ministros desse juízo. Ap.7:1; 8:2,7;10:1. Nota-se também o destino final desses iníquos, a fornalha de fogo, isto é, o lugar de destruição eterna, o Lago de Fogo. Ap. 20:10-15.

Conclusões Finais Sobre a Natureza Desta dispensação.
A dispensação da Graça não é apenas uma extensão ou continuação da Dispensação da Lei sob outro nome. A Lei e  os Profetas duraram até João Batista. Mt. 11:12,13. Moisés e a Lei pertenciam a uma dispensação; Cristo e a graça pertencem a outra. Portanto, não há  lugar na Igreja para os ritos cerimoniais, sacrifícios de carne, instituição de sacerdotes como mediadores entre Deus e os homens, suntuosos templos, etc. Também não se justifica "Igrejas do Estado", nem Igrejas universais, que exerçam o poder temporal, como é a pretensão da Igreja Católica Romana. Cristo reinará temporariamente somente ao voltar do céu e estabelecer o Seu reino milenial.

Que Deus lhe abençoe sempre em Cristo.

Pr. J.Lopes

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

DISPENSAÇÃO ECLESIÁSTICA- I

A parábola do  Fermento, segundo a interpretação popular, ensinaria que o fermento é o evangelho que a mulher, a Igreja, introduziu no mundo (as três medidas de farinha). Esse fermento, dizem eles, operando secretamente, espalha-se por  toda a massa e no fim produzirá a conversão integral de todo o mundo. Não concordamos com essa teoria, porque a história da Igreja até aqui não a confirma. Em nenhum pronunciamento ou profecia Jesus prometeu tal coisa, e nem tão pouco os apóstolos.

É altamente perigoso criar um doutrina com base só em parábola. O bom senso ensina buscar a interpretação de parábolas  em claras e indiscutíveis doutrinas dos Evangelhos e das Epístolas, e também observar o curso da história.

A parábola realmente representa a introdução do elemento falso na igreja. A mulher é a igreja falsa que coloca a doutrina falsa no meio do ensino de Cristo, representado pelas três medidas de farinha, ou seja a oferta de cereais do Velho Testamento, que é claramente uma figura de Cristo, o "Pão da Vida",e Seus ensinos. Jo.6:35,63. "Não só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus". Mt. 4:4. "As palavras que Eu vos tenho dito são Espírito e são vida". Jo.6:63. A palavra ou doutrina errônea da parte da falsa igreja. O uso da palavra "fermento" no Velho Testamento é prova dessa asserção, pois o fermento era proibido na festa da Páscoa e em todas as ofertas cerimoniais, com exceção de alguma oferta que claramente tipifica a má natureza do pecado. Êx. 12:8; Lv.7:18; Lc.23:6-17; Am.4:4,5. Nunca se uso fermento em qualquer oferta de cheiro suave.

O uso da palavra "fermento" no Novo Testamento confirma ainda mais essa opinião. Em I Cor.5:6-8 Paulo fez o fermento símbolo da malícia e da maldade, em contraste com os pães asmos da sinceridade e da verdade. Jesus avisou Seus discípulos contra três formas de doutrina errada: 
1) Dos Fariseus Mt.23:14,15,2-28, que representa a religião formal, hipócrita, que tem a "forma de piedade, negando-lhe, entretanto, o poder". II Tm.3:5.
2) Dos Saduceus Mt.22:23-29, que eram os "modernistas" do tempo de Jesus, que negavam toda operação sobrenatural, a existência de anjos, e milagres de qualquer espécie.
3) dos Herodianos Mt 22:16-21;Mc 3:6, que eram judeus que se submetiam ao jugo romano e que evidentemente haviam perdido qualquer esperança messiânica. Não passavam dum partido político. Seriam os precursores das atividades políticas que hoje se vê no cristianismo que ostenta  tantas reformas por meio de legislação, educação e união com o mundo de modo geral. Especialmente o Concílio Mundial de Igrejas, cuja influência se faz sentir em todo o mundo, até mesmo junto aos governos dos países, está envolvido com esse tipo de atividade.

Em conclusão sobre o ensino dessas quatro parábolas citamos  o dr. Campbell Morgan: "Evidentemente, estas quatro parábolas não retratam uma época em que o bem ganha ascendência até a perfeição de concretizar;mas é um época caracterizada por conflitos em que se julgava que o mal triunfaria e não o bem. Na parábola do semeador se vê a obra do Rei, espalhando a boa semente a fim de conseguir os resultados do reino de Deus. A  obra do inimigo é manifesta por suas tentativas de impedir tais resultados  por prejudicar  a semente através da terra em que foi semeada.
Na  parábola das duas sementes (joi) é revelada a obra do Rei como também do inimigo que semeou o joio no mesmo campo.Na parábola da mostarda, a qual, contrário às leis da natureza, produz uma grande árvore, notamos um crescimento anormal, um aborto, algo não cogitado, e que por conseguinte falta todos os elementos de firmeza e resistência. No fermento... temos a forma mais simples de corrupção."

Claramente nestas parábolas Jesus não está descrevendo a verdadeira natureza do reino de Deus, mas sim manifestando algo das lutas que seu reino iria enfrentar no curso da história

Continua próxima postagem: A Parábola do Tesouro.


quinta-feira, 2 de agosto de 2012

DISPENSAÇÃO ECLESIÁSTICA

O Resultado da Dispensação Eclesiástica.

As Parábolas de Mateus Cap.13 revelam claramente que nem todo o mundo será convertido pela pregação do Evangelho, mas sim que todo o curso e o fim desta dispensação caracterizar-se-á por um mistura do bem e do mal.

Pela Parábola do Semeador Mt.13:3-8,18-23 Jesus preconizou que somente uma quarta parte da semente (Palavra) produz colheita. A expressão "palavra do reino" vv.19 refere-se a toda a Palavra de Deus, como proclamada por Cristo, pela igreja, verbalmente, pela impresnsa e mesmo pelo exemplo do povo de Deus.
Na primeira situação situação a Palavra não foi compreendida e Satanás facilmente conseguiu arrebatar a semente antes que germinasse.vv.19

Na segunda situação a Palavra-semente germinou, mas sendo que faltou profundeza de terra, foi arrancada pelos ventos de perseguição ou queimada pelo sol da tribulação. vv.20,21.
No terceiro caso os espinhos, entre os quais a semente foi lançada, representam "os cuidados do mundo e a fascinação das riquezas" que sufocam a palavra. vv.22.

Paulo pesarosamente relata o caso de Demas que amou o presente século e abandonou a obra. II Tm.4:10.
Na quarta situação a boa terra representa o coração compreensivo e aberto que produz abundante colheita espiritual v.23.

A Parábola do Joio ensina-nos a mesma lição: que a pregação do Evangelho não fará converter todo o mundo. Mesmo no campo mais frutífero, Satanás semeia o joio que nasce e cresce junto com o trigo até o tempo da ceifa. Mt.13:24-30;36-43.

A semente nesta parábola já é diferente da semente da parábola do semeador, sendo que ela representa "os filhos do maligno" vv.37,38. Satanás introduz a sua semente de evangelhos falsos no meio dos homens, produzindo um cristianismo espúrio.vv.38.

A colheita é a consumação do século (presente), quando Deus tomará as providências necessárias, por Seus agentes, os anjos, que recolherão o cereal verdadeiro para os celeiros divinos e ajuntarão o joio para o queimar, "na consumação do século" (Grego-aioon) vv.39-42.

A Parábola do Grão de Mostarda Mt.13:31,32, ao contrário da interpretação popular, que ela represente o crescimento da igreja, começando como uma coisa insignificante  e  finalmente enchendo a terra, abrigando nações (as aves do céu) em seus ramos, ensina a corrupção geral no fim dos tempos.
Chamamos a atenção ao fato de que esse crescimento é anormal e sem substância, pois a mostarda não passa duma erva pequena do campo. Ela não poderá transformar-se em árvore.

A parábola realmente ensina que o cristianismo, começando pequeno, em vez de  procurar um desenvolvimento normal e sadio, de separação do mundo, tornou-se  uma grande instituição, até política em caráter, como se vê na Igreja Católica Romana, essa organização em cujo meio existem muitas "aves" - gente não convertida, e mesmo poderes de demônios Ap. 18:2. As aves nesta parábola não significam nada bom quando na parábola do semeador vv.4 e 19, na mesma série de ensinos, representam as artimanhas de Satanás.

Concluímos então afirmando que grande parte do cristianismo, em vez de desenvolver uma vida normal espiritual, de pobre de espírito e separado para Deus, tornou-se uma instituição mundana, com feição política que jamais tentou esconder.

Continua na próxima postagem: A Parábola do Fermento e do  Tesouro.

Fonte de pesquisa: "O Plano Divino Através dos Séculos" - 5ª Edição - N.Lawarence Olson-
Consultando a Bíblia - Ralph M. Rigggs
Conhecendo as Doutrinas da Bíblia - Myer Pearlman