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terça-feira, 19 de abril de 2011

A MISSÃO DE INTERCEDER - Perspectivas (Durvalina B. Bezzera)



Sintetizado por: Pr. José Lopes

O intercessor precisa estar  atento à intervenção de Deus na História das Nações e conhecer seus efeitos entre os Povos.

Deus julga redime as nações. Assim, o intercessor deve ser um bom observador, pois “oração consiste de atenção; a qualidade da atenção conta na qualidade da oração”(Cathy Schaller).

Se cremos que nosso Deus é o Senhor da História e, que somos seu instrumento  de operação nesse mundo, faremos diferença na comunidade em que estivermos inseridos.

Só assim seremos capazes de seguir seus sinais e atuar em nossa realidade, cooperando com os planos eternos de Deus.

O senhor Jesus tem o domínio dos tempos e dos modos. Para Ele não há portas fechadas.

A terra se encherá do conhecimento da sua glória, como as águas cobrem o mar. Alegremo-nos com o que Deus está fazendo, mas não nos esquecemos de qua há muitos clamando: “passa a Macedônia e ajuda-nos”.

Intercedamos para fazer cumprir a palavra profética “não  de vê-lo aqueles que não tiveram notícia dele, e compreendê-lo os que nada tinham ouvido a respeito” Rm 15:21

A responsabilidade é nossa a evangelização precisa ser feita para que se cumpra a profecia do Senhor Jesus “Será pregado este evangelho do Reino para todo o mundo, para testemunho de todas as nações...” Mt. 24:14.

A conexão entre a intercessão e os eventos mundiais não é fácil de ser estabelecida aqui na terra, mas, um dia, nós veremos como o poder da oração causou impacto em todo o mundo.

“A grande tragédia da vida não são as orações não respondidas, mas as que não foram feitas” (F.B Meyer).
Forte abraço no amor de Cristo.

 "Deus é o Espírito em quem todas as coisas têm a sua fonte, apoio e fim" (Strong)

"Deus é Espírito pessoal, perfeitamente bom, que, em santo amor, cria, sustenta e dirige tudo! (Langstron)

sábado, 16 de abril de 2011

DIZIMO: JUSTIÇA, MISERICÓRDIA E FIDELIDADE


   
Por: Pr. José Lopes de Oliveira
Missionário da JMN/CBB em Icém/SP

Constantemente sou abordado por algumas pessoas amigas, quase todas elas se aproximam com opiniões pré-concebidas sobre o tema dízimo.

Geralmente isso acontece por não os ter examinado e, às vezes, ocorre por falta de conhecimento mesmo, ou ainda por falsos treinamentos e, bem como leituras inescrupulosas com o objetivo de deturpar os conceitos bíblicos.

Em qualquer um dos casos, meu objetivo é fornecer informações acerca do assunto, sem a pretensão de ser a última palavra, nem prevalecer sobre nenhuma outra opinião. E, sim, torná-las capazes de chegar à novas análises de pesquisa sobre uma tema tão apaixonante que já promoveu tantos debates.

Para tanto, fiz pesquisas em diversos compêndios e várias versões da Bíblia já editadas. Entre os comentaristas do qual irei fazer uso,  na maior parte deste comentário estão os Drs. David H. Stern em “O Comentário Judaico do Novo Testamento” e Waarren W. Wiersbe em “O Comentário Bíblico Expositivo” e o “Conciso Dicionário Bíblico” de D. Na e Dr. S.L. Watson.

A maioria dos não adeptos ao dízimo, citam Mateus Capítulo 23 e verso 23, alegando que Jesus aboliu esta prática e outros ainda afirmam que é um mandamento da Lei e que esta assertiva é para os Judeus. Bem como tantas outras justificativas sem fundamento bíblico e quando o faz não são capazes de manter a sustentação do mesmo.

As questões mais importantes da Lei: Justiça, Misericórdia e Fidelidade, Jesus está fazendo uma alusão a Miquéias 6:8 “(...) Que é que o Senhor pede de ti senão que pratiques a justiça, e ames a benignidade, e andes humildemente como teu Deus.”
“Estas são coisas para as quais vocês devem dar atenção, sem negligenciar as outras.” Jesus claramente sustenta que se deve respeitar até os pequenos detalhes da Lei. Afirma David H. Stern
Em Mateus Capítulo 5:17 Jesus afirma: “Não pensem que vim abolir a Torá (Lei) ou os Profetas. Não vim abolir a Torá (Lei) mais completar”.

O Dr. David H. Stern explica que para tornar pleno o seu significado a palavra Hebraica “TORÁ” literalmente “Ensinamento, doutrina” é a versão tanto da “Septuaginta”, quanto do Novo Testamento para a palavra grega “NOMOS”, que significa lei.
Também isso é parte da razão pela qual os cristãos equívocadamente passaram a considerar a  “Torá” como tendo caráter legalista.

A palavra grega para “completar” é “PLÊRÔSAI”, literalmente “Encher”.  A Teologia da Reposição, que errôneamente ensina que a Igreja substituiu os Judeus compreende esse versículo de modo equivocado.
“É verdade que Jesus (Yeshua) manteve perfeita a Torá e cumpriu as previsões dos Profetas, mas essa não é a questão aqui. Yeshua, não veio para ‘abolir’, mas para ‘cumprir’ (plêrôsai) o significado que a torá  e as exigências éticas dos profetas exigem,” afirma David H. Stern.

Assim ele veio completar nossa compreensão da Torá e os Profetas para que possamos tentar de modo mais eficiente. – “Ser e fazer o que eles dizem que devemos ser e fazer”.
“(...) não vim ab-rogar, mas cumprir e certamente ‘cumprir’. Significa completar, no sentido de trazer à perfeição e não como os cristãos freqüentemente tem interpretado, tornar obsoleto; cumprir de tal modo que aperfeiçoe uma fundação a qual será construído posteriormente”. (Cristianity’s Jewish heritage), 1988,p.8

Princípios teológicos baseados em qualquer uma dessas interpretações equivocadas têm ensinado aos cristãos que a Lei, imprópria, legalista, algo que gera orgulho, algo à parte da graça de Deus, algo que foi anulado agora, que Yeshua veio e útil somente enquanto aponta para o Messias.
Se isso fosse verdade, qualquer pessoa que defendesse tal lei deveria ser cega, tola ou desorientada. Isto são implicações inaceitáveis.

Tiago 2:10-13  -  “PORQUE SE A PESSOA GUARDA TODA A TORÁ, MAS TROPEÇA EM UM PONTO, TORNA-SE CULPADA DE TRANSGREDI-LA INTEGRALMENTE.”
Estes versículos são, algumas vezes tomados como prova de que se uma pessoa viola um simples mandamento da Torá, ainda que uma só vez, ela se coloca permanentemente sem nenhuma esperança de um relacionamento restaurado com Deus, exceto ao se apoiar na Graça de Yeshua.

É verdade que ninguém pode ter um relacionamento com Deus sem Yeshua (Jesus), mas  não é correto  afirmar que uma vez que alguém violou um mandamento, significa que quebrou a Torá permanentemente, e não pode ter uma novo relacionamento com Deus. Isso não é o que esse versículo está dizendo.

Os versículos 12 e 13  a Torá que concede liberdade, amor, fruto do Espírito (Gl.5:22) faz livremente o que a Torá de Deus requer. Rm 13:8-10. Isso é o que Jeremias 31:30-22;(31-34), está dizendo ao prometer que, sob a Nova Aliança, a Torá seria escrita nos corações do Povo de Deus. (veja Heb. 8:6h-13). Embora sob a Nova aliança , o juízo será sem misericórdia para quem  não tiver demonstrado misericórdia. Tiago (Ya`akov) abranda a inflexível severidade ao declarar que a misericórdia (ou amor, v.8) que uma pessoa demonstra aos outros triunfa, isto é, impede, um juízo adverso de Deus contra si.

Hebreus 8:6b – A Nova Aliança foi dada como Torá. Esta declaração é uma verdade teológica praticamente desconhecida e de imensa importância. É óbvio se o Novo Testamento em si é Torá, então a Torá não foi abolida. Em vez disso, foi dado ao Novo Testamento o mesmo status da Torá de Moisés; isto é, ele passou a ter  a mais alta autoridade que existe. A autoridade que acompanha o que foi promulgado pelo próprio Deus. (Heb.13:8)

Não há dúvida de que a Lei do Antigo Testamento exigia o pagamento do dízimo (Lv.27:30; Dt. 14:22ss). Abraão havia praticado o dízimo muito antes de a Lei ser dada Gn.14:20,e  Jacó seguiu o exemplo do avô Gn.28:20-22.

Os princípios da oferta cristã no contexto da graça são apresentados em (II Cor. 8 e 9 e Atos 4:32 – e cap. 5) não nos contentamos em dar apenas o dízimo, mas também desejamos  fazer ofertas ao Senhor com nosso coração cheio de amor.

Justiça, misericórdia e fidelidade são qualidades importantes que Deus procura e que não podem ser substituídas pela obediência a regras. Apesar de ser importante prestar atenção aos detalhes, nunca devemos perder nosso senso de prioridade quanto às questões espirituais.
Jesus não condenou a prática do dízimo, mas sim aqueles que deixaram que seus escrúpulos legalistas os impedissem de desenvolver o verdadeiro caráter cristão.

Oro a Deus, para que este artigo ajude milhares de pessoas a compreender e aplicar a Palavra de Deus nas suas vidas e Ministério,  ao que se refere a este e outros assuntos de difícil compreensão, conforme ao Apóstolo Pedro mesmo afirmou em sua segunda carta capitulo 3:16”(...) ,entre as quais há pontos difíceis de entender, que os indoutos e inconstantes torcem e igualmente as outras Escrituras, para sua própria perdição”.

II Tm. 3: 16,17 diz: “Toda a Escritura divinamente inspirada e proveitosa para ensinar..., para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para a boa obra’.
“Antes crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo. A ele seja dada a glória, assim agora, como no dia da eternidade, amém” II Pe. 3:18.

Agradeço a todos os amados (as) irmãos (ãs)  que intercedem a Deus ao nosso favor e àqueles que muitas vezes insistiram  comigo e incentivaram que escrevesse e publicasse  artigo e estudos bíblicos. Espero que reconheçam minha intenção de lhes agradecer.

As palavras aqui não são suficientes, mas agradeço a Deus e ao Senhor Jesus Salvador  e Senhor de todos nós e que nos sustentou para chegar até aqui.

Graça, Paz  e misericórdia para com todos vocês.

Forte abraço com carinho.



terça-feira, 12 de abril de 2011

DEFENSORES DO PROTOCOLO OU FACILITADORES DO ACESSO A JESUS


No campo missionário temos diversas oportunidades de leituras, e entre elas vi uma pequena informação de Samuel Escobar proferida no  Pacto de Lusanne em 1974 que me leva a pensar, será que continua assim? Segundo  Escobar “Das terras que costumavam ser territórios missionários, uma nova missiologia tem começado a se desenvolver e está deixando sua voz ser ouvida”. Podemos dizer que o impulso básico dessa missiologia é sua natureza critica. A questão é quanta ação missionária é requerida hoje, mas que tipo de ação missionária o mundo precisa.

Lucas 18:35-43 relata um episódio extraordinário entre os defensores do protocolo da igreja e os facilitadores da missão de acesso a Jesus Cristo. Então se faz a pergunta: “Quem somos nós: defensores do protocolo ou facilitadores do acesso a Jesus?

Valdir Steuernagel, afirma que: “O Senhor conhece nossa vida, a vida de nossas igrejas e a vida de nossas famílias. Ele conhece nosso trabalho e nossa prática missionária”. Deus conhece nossa vida em sua totalidade, em todas as suas relações, e quer nos dizer: “Celebro seu esforço, seu suor, seu sangue. Celebro sua luta pelo discernimento no discipulado. Contudo, há coisas que quero mudar em sua vida. Ainda não terminei meu trabalho com você.”

René Padilla expressa bem uma perspectiva evangélica recuperada de uma nova leitura dos evangelhos: “Jesus Cristo é, por excelência, o missionário de Deus, e ele envolve seus seguidores em sua missão”.

O que temos ouvido?! As mãos e o grito... há muita gente que vive assim. Mãos estendidas em busca de ajuda; mãos que se estendem como sinal de humilhação; mãos que representam dor, angústia e violência; mãos que representam a morte! Mãos estendidas.

Todos os dias o cego esperava receber um dinheirinho, uma das esmolas dadas décima para baixo. Naquele dia, porém, o dia em que Jesus chegou a Jericó, a esperança dele foi outra: a de poder enxergar! No entanto, seu grito insistente tornou-se fonte de profundo incômodo porque, como informa o texto, tinha aquela turma à frente dele, repreendendo-o para que se calasse. São pessoas interessantes os tais defensores do protocolo. Eles queriam que o cego se calasse porque os gritos dele “não estavam no programa”.

Quando o protocolo é imposto, os cegos não gritam, não incomodam, mas também não chegam a rir.

O pastor Valdir Stueernagel, afirma que: “O triste em relação à turma do protocolo é que tudo fica como está. As coisas estão limpas e organizadas, os negócios funcionam, há horário para tudo, elaboram-se atas, criam-se estatutos e regimentos, está tudo calmo e bonitinho...” mas o cego continua sentado à beira do caminho com a mão estendida e o grito engasgado na garganta. Felizmente, o protocolo foi quebrado por Jesus, o barulho da multidão não impede Jesus ouvir o grito de socorro. A agenda de Jesus não impede que ele tenha tempo para àquele que grita: “Jesus!!! Tem misericórdia de mim!

_ Esta é a personalidade de Jesus: a capacidade de perceber o grito na garganta do povo!! A capacidade de ouvir Zaqueu, o grito por salvação, e escutar o grito das mães desesperadas por seus filhos, a enferma em busca de saúde, de  Jairo por sua filha que tinha uma doença fatal. De ver o um homem  à beira do caminho que precisava encontrá-lo, pois nesse encontro estaria a esperança.

Falar de Missão em sua totalidade é falar da capacidade ouvir o gemido de necessidade, de onde quer que ela venha. É  orar para que o Senhor nos dê a capacidade que ele tem de perceber onde a necessidade está e de responder a ela com um encontro “Olhos nos olhos”.

Quando enxergarmos e compreendermos essa dimensão, esse novo andar, faremos o que  o cego fez depois de curado. “Jesus disse: Recupera a tua vista; a tua fé de salvou. Imediatamente, tornou a ver e seguia-o glorificando a Deus”.

Poucos minutos antes o cego estava sentado á beira do caminho, gritando feito um maluco para que alguém o ouvisse, mas agora canta, alegremente! Pois, encontrar e ser encontrado por Jesus determina uma nova fase na vida. Isso produz um novo cântico de júbilo nos lábios daqueles que recebem a Jesus Cristo.

“A Igreja é comunidade em missão porque ela tem uma história a contar -  a história do encontro que mudou a vida de homens e mulheres e a vida da própria comunidade.”(V.S.) E esse encontro com Jesus é o encontro da angústia com a esperança, da perdição com a salvação, da morte com a vida.

“Quais são os gritos de necessidade e de dor que ecoam em nossos dias e em nosso contexto de vida? Conseguimos ouvi-los? Como líderes de igrejas, quem somos nós: defensores do protocolo ou facilitadores do acesso a Jesus? Jesus ouviu, chamou o cego e o curou. O que significa isso para  nosso ministério missionário dentro das igrejas hoje?”

“O evangelho ainda tem algo a nos dizer – tem muito a nos dizer. Por isso, falar do evangelho e falar do arrependimento e discipulado. O evangelho quer nos revelar coisas que Deus gostaria de mudar em nossa vida” (V.S.).

Que todos nós sejamos os facilitadores para àqueles que querem   ir até  Jesus.






segunda-feira, 4 de abril de 2011

E a conta do Hospital Sírio Libanes, quem será que vai pagar?



 Bom dia! Recebi este email, achei muito interessante, então pedi autorização para postar aqui neste meio de comunicação, onde julgo termos o direito de expressão com liberdade de ajudar no esclarecimento de muitas coisas que acontecem em nosso Grande Brasil Varonil. Apesar que algumas informações não chegam à população de poder aquisitivo menor que a minoria deste país.

Procuro  colaborar de todas as formas possíveis, muitas vezes criticado por plágio, porém, sempre faço menção da fonte como é o caso deste  comentário que no fim da leitura os prezados leitores encontraram o seu autor original 

Repasso uma crônica interessante para ser avaliada. Aqui não há mentiras, me parece.
E que o bom e simpático Alencar descanse em paz.

De frequentador da zona a crítico dos juros altos, José Alencar está a caminho da canonização 
(*) Ucho Haddad
No Brasil, a exemplo do que ocorre em boa parte do planeta, exigir coerência no mundo político é a mais hercúlea das tarefas. Quiçá não seja uma empreitada completamente impossível. Quando um político passa para o outro lado da vida, se é que isso de fato existe, suas mazelas chegam à sepultura muito antes do cadáver. O mau vira bom, o desonesto vira honesto, o implacável vira um coitado. Sem querer duvidar da sua honestidade, esse cenário já recobre a morte de José Alencar Gomes da Silva, vice-presidente da República nos dois mandatos de Lula da Silva (2003-2010), que morreu em São Paulo após mais de uma década de luta contra um câncer abdominal.

Tão logo subiu a rampa do Palácio do Planalto pela primeira vez, José Alencar não demorou a tecer suas críticas contra as altas taxas de juros. Mal sabia Alencar que os banqueiros derramaram verdadeiras fortunas na campanha de Lula e ao incauto povo brasileiro cabia pagar a conta. Como cabe até hoje. E o esperneio discursivo do empresário José Alencar pouco adiantou. Fosse um homem coerente, Alencar teria alcançado o boné e renunciado. Só não o fez por conta de interesses maiores.
Ano e meio depois de tomar posse ao lado de Lula, o simpático José Alencar adotou obsequioso silêncio diante do escândalo que ficou nacionalmente conhecido como "Mensalão" do PT, esquema criminoso de cooptação de parlamentares que trocaram a consciência por um punhado de dinheiro imundo. É verdade que todos são inocentes até prova em contrário, mas no PT de outrora rezava a regra de que para condenar alguém bastavam apenas evidências. A profecia é de autoria de José Dirceu de Oliveira e Silva, o Pedro Caroço, figura com a qual José Alencar conviveu sem qualquer reserva.

O agora santificado José Alencar apostou nas palavras do companheiro Lula, que certa vez disse com todas as letras que a China é uma economia de mercado. Certo de que o parceiro palaciano sabia das coisas, Alencar deflagrou um processo para abrir uma unidade de seu conglomerado têxtil no país da lendária muralha. Mesmo com o Brasil sofrendo há anos a concorrência desleal dos fabricantes chineses de tecidos e afins, Alencar exigiu que o projeto fosse cumprido à risca. 

E o mercado brasileiro de tecidos, que deveria ser defendido pelas autoridades verde-louras e também pelo então vice-presidente, foi mandado às favas inclusive por José Alencar.
Por ocasião da CPI dos Correios, que acabou investigando a fonte de financiamento do Mensalão petista, o nome da Coteminas veio à baila, pois a empresa de José Alencar recebeu em uma de suas contas bancárias um depósito de R$ 1 milhão feito pelo PT. Alencar, que logo tratou de isentar de qualquer culpa o seu conglomerado empresarial, alegou que as explicações deveriam ser cobradas do próprio PT. 

A operação, segundo José Alencar, decorreu do fornecimento de 2,75 milhões de camisetas aos candidatos petistas nas eleições municipais de 2004. O então presidente nacional do PT, Ricardo Berzoini, informou a José Alencar, horas depois da eclosão do escândalo, que o repasse à Coteminas não foi contabilizado pelo partido. A dívida, de R$ 12 milhões, correspondia à época a 50 carretas abarrotadas decamisetas. Para contemplar as necessidades de Lula e Alencar, o caso foi devidamente abafado.

Guindado ao Ministério da Defesa por decisão de Lula, o empresário José Alencar viu a sua Coteminas vender cada vez mais uniformes para o Exército brasileiro. Mais ou menos na mesma época a Receita Federal havia apreendido um grande lote de fardas camufladas inicialmente tidas como contrabando A empresa de José Alencar ganhou a concorrência e forneceu os uniformes camuflados, nas condições estabelecidas pelo EB. Coincidência? Talvez, mas na política essa palavra não existe no dicionário. Em 2006, ao aceitar o convite para novamente fazer dupla com Lula da Silva, José Alencar acabou por endossar o "Mensalão" e outros tantos escândalos de corrupção patrocinados pelo Partido dos Trabalhadores e por muitos palacianos. Na ocasião eclodiu o escândalo do Dossiê Cuiabá, conjunto de documentos apócrifos para prejudicar os então candidatos tucanos Geraldo Alckmin e José Serra. Mais uma vez, diante de um novo escárnio com a digital da esquerda brasileira, Alencar preferiu submergir.

No quase infindável imbróglio da Varig, coube a José Alencar aproximar o empresário Constantino Oliveira, o nada diplomático Nenê, do presidente Lula, que implorou para que o dono da Gol comprasse a outrora mais importante companhia de aviação do País. Muito estranhamente, Nenê Constantino, tão mineiro quanto José Alencar, atendeu aos apelos de Lula e arrematou a Varig por US$ 300 milhões, uma empresa que estava resumida à própria marca. Até hoje ninguém conseguiu entender a transação que nem mesmo o mais incauto investidor seria capaz de apostar suas economias, mas o universo do poder tem essas situações inexplicáveis.

Em agosto de 2010, ao ser entrevistado pelo apresentador Jô Soares, o nada elegante José Alencar aceitou falar sobre o processo de investigação de paternidade q ue lhe movia Rosemary de Morais, sua suposta filha, e a recusa em se submeter a um teste de DNA. Ao apresentador global o agora bonzinho José Alencar repetiu o que disse à Justiça. Que a mãe de sua suposta filha era prostituta e que ele [José Alencar] foi um frequentador contumaz das zonas de meretrício das cidades onde morou desde jovem. Ao expor a mãe da sua suposta filha de forma tão covarde e aviltante, José Alencar não apenas escancarou o seu caráter, mas mostrou ao mundo ser ele alguém bem diferente daquele que hoje, após a morte, a consternada população brasileira tenta canonizar.

Ter pena de José Alencar por conta da sua luta contra o câncer não causa espanto. Mas há milhares de brasileiros na mesma situação de Alencar e que lamentavelmente dependem do sistema público da saúde para lutar contra a morte. Esses sim são bravos lutadores, dignos de pena e do respeito incondicional de todos.
Em momento algum quero festejar a morte de alguém, até porque esse é o tipo de atitude que não se toma nem mesmo com os mais figadais inimigos, mas não se pode alçar aos céus com tanta rapidez quem ainda tem contas a acertar com o Criador.

De igual maneira, a minha manifestação não se trata de moralismo oportunista, mas serve como apelo aos brasileiros para que releiam a recente história política nacional e que mantenham a coerência no momento em que mais um político se despede da vida terrena.
Errar é humano, é verdade, mas o erro pontual pode ser transformado em plataforma de acertos futuros se o errante tiver um mínimo de massa cinzenta. Como sempre escrevo, digo e não canso de repetir, sou o melhor produto dos meus próprios erros. Ainda bem! E é por isso que espero que no momento da minha morte os meus inimigos preservem a coerência e mantenham as críticas que me fizeram ao longo da vida. Só assim descansarem em paz, ciente de que mesmo longe dessa barafunda continuarei coerente e incomodando.


E que o Criador escute as minhas preces e dispense ao ser humano José Alencar o tratamento devido, pois a sua luta pela vida foi inglória.
Amém!
(*) Ucho Haddad, 51, é jornalista, analista e comentarista político, poeta e escritor.


Que também  afirmo aqui o que José de Alencar fez em vida tá feito e já não resta mais nada  a pedir ao Criador Deus Pai nenhum beneficio ou punição ao então falecido ex-presidente a não ser aguardar o Juízo , conforme escrito na Bíblia Sagrada  no livro aos Hebreus 9: 27 "E, como aos homens está ordenado morrer uma só vez, vindo depois disso o juízo".

Portanto, não podemos julgar ninguém, pois quem julga é Deus.
Pelo que vi que não há coisa melhor do que alegrar-se o homem nas suas obras, porque essa é a sua porção. Pois quem o fará voltar para ver o que será depois dele? (Ecl.3.22)
Porque Deus há de trazer a juízo toda obra, inclusive tudo o que está encoberto, quer seja bom, quer seja mau.(Ecl.12.14)

Conselho do sábio Salomão: Tudo o que te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, pois na sepultura, para onde vais, não há obra, nem projetos, nem conhecimento, nem sabedoria alguma. E o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu. (Ecl.9.10;12.7).

Prezado amigo! Jesus te ama, você é pecador, Ele, Jesus morreu por você, Creia  NELE e seja salvo.(Jo.3:16, Rom.3.23;6.23; Rom.5.8; Atos. 16.31; Rom.10:13).

domingo, 3 de abril de 2011

A BÍBLIA NO BRASIL

Traduções Parciais - fonte: biblioteca  Editora Vida. Resumido e adaptado por Pr.  José Lopes - JMN/CBB




(a) Nazaré, em 1847 publicou-se, em São Luiz do Maranhão, O Novo Testamento traduzido pro frei Joaquim, que se baseou na vulgata. Este foi o primeiro texto bíblico traduzido no Brasil.

(b) Em 1879, a sociedade de Literatura Religiosa e Moral do  Rio de Janeiro publicou a que ficou conhecida com a Primeira Edição Brasileira do Novo Testamento de Almeida.

(c) Harpa de Israel, foi o título que o notável hebraísta F.R. dos Santos deu à tradução do Livro dos Salmos, publicada em 1898.

(d) Em 1909, o padre Santana publicou sua tradução do Evangelho de Mateus e  em 1917 foi a vez de J.L. Assunção publicar o Novo Testamento, tradução baseada na Vulgata Latina.

(e) Em 1990, a Editora Vida publicou a sua Edição Contemporânea da Bíblia traduzida por Almeida. Essa edição eliminou arcaísmos e ambiguidades do texto quase tricentenário de Almeida, e  preservou, sempre que possível, as excelências do texto que lhe serviu de base.