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segunda-feira, 29 de novembro de 2010

PERDÃO

As lágrimas que me fizeram verter, eu perdoo.
As dores e as decepções, eu perdoo.
As traições e mentiras, eu perdoo.
As calúnias e as intrigas, eu perdoo.
O ódio e a perseguição, eu perdoo.
Os golpes que me feriram, eu perdoo.
Os sonhos destruídos, eu perdoo.
As esperanças mortas, eu perdoo.
O desamor e o ciúme, eu perdoo.
A indiferença e a má vontade, eu perdoo.
A injustiça em nome da justiça, eu perdoo.
A cólera e os maus-tratos, eu perdoo.
A negligência e o esquecimento, eu perdoo.
O mundo, com todo o seu mal, eu perdoo.
Eu perdoo também a mim mesma(o). 
Que os infortúnios do passado não sejam mais um peso em meu coração. 
No lugar da mágoa e do ressentimento, coloco a compreensão 
e o entendimento. [...] 
No lugar da dor, coloco o esquecimento. 
No lugar da vingança, coloco a vitória.
Serei naturalmente capaz de amar acima de todo desamor,
De doar mesmo que despossuída de tudo,
De trabalhar alegremente mesmo que em meio a todos os impedimentos,
De estender a mão ainda que em mais completa solidão e abandono.
De secar lágrimas ainda que aos prantos,
De acreditar mesmo que desacreditada(o).
(A.A)